O Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão político dos rebeldes líbios reconhecido pelas principais capitais ocidentais como o único representante do povo líbio, foi criado em 27 de fevereiro em Benghazi, depois do início da revolta contra o regime de Kadhafi.

Presidido atualmente por Mustafa Abdul Jalil, ex-ministro da Justiça do coronel Muammar Kadafi, o CNT é formado por 40 integrantes, designados, teoricamente, por sua experiência e em função de uma distribuição geográfica.

Em 27 de fevereiro passado, representantes da insurgência líbia anunciaram a criação de um "Conselho Nacional Independente de Transição" em Benghazi, segunda cidade líbia e reduto rebelde no leste do país.

Desde então, esse Conselho Nacional é o encarregado de representar "todas as cidades liberadas da Líbia".

"O CNT será o rosto da Líbia durante a transição", declarou um porta-voz.

Em 5 de março, o CNT se declarou o "único representante da Líbia" ao término de sua primeira reunião em Benghazi e encomendou os "assuntos militares" a Omar al Hariri. Mahmud Jibril foi designado à frente de uma "equipe executiva para gerenciar a crise", cargo similar ao de um primeiro-ministro, encarregado, além disso, das Relações Exteriores e de representar a Líbia.

O CNT rapidamente se converteu no único interlocutor das principais potências ocidentais - França, Grã-Bretanha e Estados Unidos - que promoveram os ataques aéreos.

Em 10 de março, a França foi o primeiro país a reconhecer o CNT como "representante legítimo do povo líbio". No final de março, Jibril se reuniu, em Londres, com os ministros das Relações Exteriores francês, britânico e americano.

Diplomatas ocidentais foram depois enviados a Benghazi.

Em meados de agosto, o CNT definiu um novo "mapa do caminho" para o período pós-Kadhafi sob a forma de uma "declaração constitucional", que prevê entregar o poder a uma assembleia eleita num prazo de oito meses no máximo e a adoção de uma nova Constituição.

Mais de 50 países reconheceram desde então o CNT, que representa a Líbia dentro da Liga Árabe.

Em 25 de agosto, a rebelião anunciou a transferência de seu governo de Benghazi para Trípoli, dois dias depois de assumir o controle do quartel-general de Kadafi em Bab al Aziziya, na capital líbia.