A Comissão Especial dos Combustíveis – que iniciou as atividades com celeridade, entregando em menos de uma semana um relatório preliminar ao Ministério Público Estadual e ao Grupo de Combate às Organizações Criminosas – deve pedir prorrogação de prazo nos próximos dias, ampliando para além dos 180 dias estabelecido.
A CEI dos Combustíveis contou – inclusive – com o apoio do Ministério Público, Procon, Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas, durante a campanha “Ninguém Aguenta Mais”, cujos adesivos ainda estão espalhados em carros pela cidade. Naquele momento, uma ação da Câmara Municipal de Maceió que foi vista com bons olhos pela sociedade...
Com as oitivas finalizadas, a expectativa agora passa a ser pelo relatório final. Saber se este – com o juízo de valor estabelecido – trará resultados práticos no diagnóstico sobre a prática dos preços de combustíveis em Alagoas.
Será que constatará cartel? Será que ele responsabilizará as distribuidoras? Carga tributária? Enfim...difícil um outro assunto ter sido tão investigado em Alagoas quanto o setor de combustíveis. Mas, sempre, Maceió teve um dos preços mais altos do mercado alagoano e até mesmo do Brasil. Foram diversas Comissões Parlamenteares de Inquérito (CPIs) na Assembleia Legislativa e várias CEIs na Câmara Municipal de Maceió.
O presidente desta atual, o vereador Théo Fortes (PTdoB), informou que aguarda o envio de documentos por parte das distribuidoras de combustíveis para – provavelmente – anunciar a necessidade de prorrogar prazos. O relator – responsável pelo documento final e mais importante da CEI – é o vereador Francisco Holanda (PP).
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