Em virtude de compromissos – de trabalho - no fim de semana, não pude ler a nota à imprensa, divulgada pela Casa de Mário Guimarães, em que dava conta da anulação do primeira votação de alteração da Lei Orgânica, aumentando o número de vereadores de 21 a 31. Apesar de reconhecer a lisura do processo, o presidente da Casa, vereador Galba Novaes (PRB), sabe que foram as discussões levantadas por este espaço – Blog do Vilar – que mostraram o perigo da votação secreta naquele caso em específico.

Não discuto aqui o mérito do projeto de alteração da Lei Orgânica, que tem respaldo constitucional para existir e argumento de defesa – bons! – para ambos os lados. Reforço que sou contra o aumento de vereadores, entretanto. Como sempre fui.

Mas, discuto sim, que – ao se votar pelo aumento de vereadores, já que se defende tanto representatividade – a sociedade tenha conhecimento de quem são os edis que a representa. Que a votação aberta nos traga a clara noção de quem foi o “vereador-pinóquio” que tentou ludibriar a opinião pública usando do artifício do mau-caratismo, razão pela qual a classe política já anda em descrença.

Porém, o que me faz usar este espaço é o dever – depois de tantas críticas e cobranças feitas ao vereador Galba Novaes, ao longo da existência deste blog. Para começar – ressalto! – tenho muitas divergências, no campo das ideias e até no assistencialismo praticado, com o atual presidente da Câmara Municipal de Maceió. Não enxergo a gestão de Novaes como sinônimo absoluto de transparência! Cobro inclusive que o Portal da Transparência José de Alencar – aprovado a mais de um ano – venha ao ar, ao invés de ser só promessa.

Quem me lê, sabe bem! Vejo algumas ações como quem questiona os lucros políticos, ainda mais para o vindouro 2012.

Mas, a atitude de Galba Novaes de anular a votação, merece reconhecimento. Mesmo com divergências que não são poucas, acho justo fazer e afirmo: foi a atitude correta de um presidente. Destaco a ação do “chefe” do Poder Legislativo, Galba Novaes pela adoção do voto aberto no processo de apreciação da alteração da Lei Orgânica.

Pois, é este voto aberto que poderá fazer com que a população saiba a postura adotada por cada edil, no exato momento em que for votar, no pleito de 2012, para que – ao menos neste caso – se possa expurgar um Pinóquio da política, já que são tantos e nem sempre há a real chance de desmascará-lo.

No mais, que cada edil – contrário ou favorável ao projeto – mostre seus argumentos de forma clara para a opinião pública e assim que sejam julgados nas urnas - em 2012 - em função do que pensam e do que defendem, tendo os votos de quem concorda com eles ou a rejeição dos que pensam o contrário! Isto é Democracia. Um processo em construção, com respeito ao próximo e com debates travados no campo das ideias, na busca do convencimento do que é melhor para o bem comum.

O resto é patifaria de acordos espúrios, fisiológicos, feitos pelos que possuem a necessidade das máscaras, por fazerem de seus mandatos balcões de negócio. E isto, não é representatividade. Nunca foi.

Quando Novaes optou por anular a votação, deu uma chance ao voto sem máscaras, evitando que o parlamento-mirim se afunde na lama; nivelando todos os que estão ali, pela régua do mentiroso, do covarde. O presidente da Casa de Mário Guimarães tomou a atitude correta, ainda que tardia. Uma decisão importante!
 

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