O senador Renan Calheiros, líder do PMDB, teve de cancelar sua agenda em Alagoas, esse fim de semana, em virtude dos diferentes compromissos para os quais foi convocado pelo governo federal e por seu partido na Capital Federal. Serão muitas as reuniões e contatos relacionados aos acontecimentos políticos ocorridos na semana que termina e os previstos para a semana que vem.

No início da semana que termina ocorreu o jantar que envolveu as bancadas do PMDB da Câmara e do Senado, mais os ministros e governadores do partido, na residência oficial do vice-presidente Michel Temer, com a presença da presidente Dilma Rousseff. “Este encontro consolida ainda mais os vínculos do PMDB e da administração federal, dentro de um clima de respeito e cordialidade”, disse o senador.

Na segunda-feira, 29, às 10 horas, no Palácio do Planalto, haverá reunião do Conselho Político do Governo, chefiado pela presidente Dilma. Este foi mais um dos motivos do cancelamento da viagem do líder ao seu estado, onde cumpriria uma agenda com vários compromissos na capital e interior.

No final da tarde de quinta-feira, Renan foi chamado para participar do encontro. Nesta sexta de manhã, ele convocou reunião da bancada do PMDB no Senado para análise da atual conjuntura e também para apreciar o relatório do senador Luís Henrique (PMDB/SC), indicado pelo partido para analisar todos os artigos da reforma do Código Florestal, recentemente aprovado pela

Câmara dos Deputados.

“A nossa bancada deverá discutir na reunião, também, outros temas de interesse nacional, que formatarão as sugestões do partido para a agenda política do segundo semestre”, disse o senador.

Microcrédito

Renan destacou a importância do Programa Nacional de Microcrédito (Crescer) lançado na quarta-feira pela presidente Dilma. Ele aplaudiu a iniciativa do governo federal e disse que se sentia honrado por seu projeto de lei (PLS 59/2010) ter sido uma das inspirações para o programa, puxando pra baixo os juros dos empréstimos (8% ao ano) e fixando a taxa de abertura de crédito em apenas 1% do valor do financiamento.

O senador comemorou o fato de o novo programa de microcrédito ter o objetivo de beneficiar microempreendedores individuais como pipoqueiros, açougueiros, alfaiates, costureiras, mecânicos, barbeiros, borracheiros, eletricistas, jardineiros, padeiros, jornaleiros, relojoeiros, manicures, sapateiros e diversas outras categorias.

“Esses e outros benefícios a esses trabalhadores estão previstos no projeto que apresentei em março de 2010. Após a apresentação do PLS, enviei oficio ao presidente Lula informando do inteiro teor da proposição legislativa e vejo agora, com muita satisfação, a iniciativa da presidente Dilma na mesma linha que propomos”, disse o líder do PMDB.
Em Alagoas

De acordo com Renan, existem perto de 11 milhões de empresas no Brasil e 15 milhões de trabalhadores brasileiros “que vivem na informalidade”. Só em Alagoas, lembrou o senador, são cerca de 180 mil empresas e perto de 220 mil trabalhadores sem cobertura previdenciária e sem acesso aos programas oficiais de crédito.

Em sua opinião, o programa Crescer vai ajudar a mudar esse cenário, fazendo com que mais trabalhadores e microempresas tenham acesso a crédito público. Mencionou, por último, recentes levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicando que a economia informal vem movimentando no país perto de 600 bilhões de reais a cada ano.