Dentro da Câmara Municipal de Maceió – bem como fora dela – já existem estratégias lançadas para tentar anular o processo de votação da alteração da Lei Orgânica Municipal, que prevê o aumento de vereadores (de 21 para 31 edis). O recurso “extremado” é recorrer ao Ministério Público Estadual, conforme apurou o Blog do Vilar.

No âmbito interna corporis, a possibilidade de fraude – levantada por este blogueiro – será investigada pela Procuradoria Geral da Casa de Mário Guimarães, com base em um pedido do próprio presidente Galba Novaes (PRB) e da vereadora Heloísa Helena (PSOL), que conta com o apoio de Silvânia Barbosa (PTdoB), Oscar de Melo (PP) e Tereza Nelma (PSB).

Nos bastidores da Câmara, tentaram jogar a traição – que gerou o placar 14 a 6 favorável ao aumento de vereadores – em cima de uma das vereadoras. Esta ficou revoltada com a possibilidade, mas não transpareceu à imprensa. A busca pelo “Pinóquio” continua. Mas, supondo que não se alterará o resultado da votação do primeiro turno, a estratégia é levar a segunda votação para ser aberta, obrigando cada edil a se posicionar.

Com isto, pode-se chegar a um placar de 14 a 7. Logo, para o grupo contrário ao aumento, bastaria convencer um dos vereadores favoráveis. Caso tudo saia errado, há vereador pensando em ir ao Ministério Público – com base nos argumentos do próprio presidente Galba Novaes (PRB) – para salientar que a Casa não tem condições, em função das dificuldades orçamentárias, de suportar novos 10 vereadores, sem a redução do número de comissionados e sem abrir mão do reajuste salarial dos edis já aprovado (que passa de R$ 9 mil para R$ 13 mil).

Alguns edis ainda podem ter como importante aliado – caso atentem para isto – o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). Este pretende solicitar ao MP que investigue a eleição ocorrida dentro do “parlamento-mirim”. Vontade de jogar água por baixo da ponte é o que não falta. Do outro lado, alguns edis tentam encerrar o assunto e esquecer toda polêmica levantada na primeira votação. E este blogueiro sabe o quanto foi xingado por pelo menos um, como palavrão não mata, devolvo com Shakespeare: “desejar o mal a alguém é como beber veneno, esperando que o outro morra”.
 

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