Horas antes de completar o aniversário de 97 anos, o torcedor palmeirense voltou a experimentar um amargo sabor de eliminação. Mesmo com vitória por 3 a 1 diante do Vasco, o Palmeiras não conseguiu passar da primeira fase eliminatória da qual participou na Copa Sul-Americana 2011. Assim, a manhã desta sexta, que poderia ser de festa pelo que seria um heroico resultado, além do aniversário de fundação do clube, deu sabor à mais melancolia.
Sem títulos desde o Campeonato Paulista de 2008, os palmeirenses cada vez mais flertam com uma temporada que vai ficando com cara de que não vai matar a sede de conquistas da torcida. Eliminado do Campeonato Paulista pelo rival Corinthians e massacrado pelo Coritiba na Copa do Brasil, o Palmeiras agora se agarra ao Campeonato Brasileiro. Mas, na sexta colocação e sem vencer há quatro jogos, liderar ainda é um objetivo distante.
"Tínhamos que mudar essa fase do Palmeiras e, pelo menos hoje, fizemos já três gols. Temos sete ou oito pontos atrás do líder e, para brigar por aquelas quatro ou cinco posições da Libertadores, temos que somar pontos", analisou o treinador Luiz Felipe Scolari depois de bater o Vasco por 3 a 1.
Para justificar a falta de títulos em sua gestão, que já superou um ano de duração no mês de julho, ele concordou em limitações do time e até recordou a fracassada tentativa de contratar Ronaldinho, último ato da direção de Salvador Palaia, substituto de Belluzzo na presidência. Por ora, espera concretizar as contratações de Pedro Carmona, Ricardo Bueno e Fernandão.
"Vamos pensar em uma coisa coisa: quantos gols fez o Ronaldinho no Brasileiro? Foram nove ou 10. Quantas assistências? Umas 15. Queria ter trazido o Ronaldinho. Será que teríamos mais 10 gols? Nós temos um time que é esse e as modificações fizemos dentro do que a gente tem, dentro do que o clube possui e fomos muito bem", analisou Felipão, que tem contrato até o fim de 2012.
Atrás das conquistas que deixou para trás, o Palmeiras até buscou de volta aqueles que haviam sido os protagonistas da conquista do Paulista de 2008, troféu que dá início ao atual jejum. Valdivia, Kleber e, mais recentemente, o zagueiro Henrique, formam com Marcos a espinha dorsal da equipe que tem no comando Felipão. Um quinteto de ídolos que tentará o título brasileiro para salvar 2011.
Perguntado sobre o que poderia dar de presente ao Palmeiras além de conquistas, Felipão foi enfático. "Não tenho nada para dar a não ser o meu trabalho no dia a dia. A amizade, simpatia e meu trabalho é o que posso e tenho feito", resumiu o treinador.
Assim como já havia sido contra o Coritiba, na Copa do Brasil, o Palmeiras se despediu de mais uma competição com vitória, no Pacaembu, e com o sabor amargo de eliminação. Os quase 10 mil pagantes que foram ao estádio, assim como daquela vez, aplaudiram o time de pé. Sinal da grandeza de um quase centenário gigante do futebol brasileiro.
