Durante a inauguração de uma obra de infraestrutura do Estado de Alagoas, na manhã desta terça-feira (23), o governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) demonstrou surpresa ao ser indagado sobre a suposta negligência envolvendo um médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Ao negar o atendimento a uma gestante em trabalho de parto, o médico teria contribuído para o falecimento de bebê.
Em entrevista ao Portal CadaMinuto, Vilela disse acreditar que ‘algum problema’ pode ter acontecido e que as medidas necessárias serão adotadas pelo governo do Estado Alagoas. “É função do médico atender o paciente em qualquer situação. Isso é inaceitável e adotaremos as atitudes que são legais”, expôs o governador.
A gestante Jardilane Maria do Carmo, 19 anos, sentiu durante o último final de semana, fortes contrações e acionou a equipe do Samu. Mas o atendimento de rotina que deveria ser realizado pela equipe foi negado, o que provocou indignação dos familiares da jovem. Segundo a atendente que conversou com a família, não havia no local motorista para conduzir a unidade móvel.
Angustiados, familiares da grávida conseguiram parar uma viatura da polícia militar e pediram ajuda. Ao verem o que estava acontecendo, os militares chegaram a telefonar para o Samu, mas não obtiveram êxito.
Mesmo se identificando, os policiais receberam como resposta mais uma negativa e a informação de que a vítima teria que pegar um táxi para seguir ao hospital.
Sobre o caso, o Samu divulgou um nota de esclarecimento, na noite desta última segunda-feira, 22.
Devido a diversas informações divergentes divulgadas na mídia, especialmente nos sites de notícias, sobre o caso de uma suposta negação de atendimento a uma gestante ocorrida na última sexta-feira (19), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau ) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) informam que alguns procedimentos já foram tomados entre eles:
a) confirmação da escala dos plantões dos servidores que trabalharam no dia do fato, no Pronto Atendimento (Técnicos Auxiliares de Regulação Médica – Tarms) Samu;
b) solicitação do laudo cadavérico da necropsia do feto, que encontra-se no Instituto Médico Legal (IML), dentre outros.
Na avaliação da coordenação do Samu, é necessário prudência e sensatez para o esclarecimento desse caso e que não se deve, em momento algum, fazer julgamento prévio; mesmo porque todos os documentos estão sendo levantados, inclusive, gravação telefônica, para que o incidente tenha um desfecho fiel e justo.
No entanto, informamos que assim que tivermos quaisquer informações relevantes ao caso, a Sesau, juntamente com o Samu, vai tomar todas as providências necessárias para que o(s) responsável(is), se houver, apresentem suas defesas, como determina a Constituição Federal e demais legislação afins.
