A empregada doméstica Leila Vanelli Ferreira foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) nesta terça-feira por crime de tortura praticado contra um bebê de 1 ano na casa onde trabalhava, na Barra da Tijuca. O MP-RJ requereu a prisão preventiva da denunciada. A ação penal, subscrita pela Promotora de Justiça Ana Lúcia Melo, da 25ª Promotoria de Investigação Penal, foi ajuizada na 43ª Vara Criminal da Comarca da Capital. Caso condenada, a doméstica poderá cumprir de quatro a oito anos de prisão.

Segundo a denúncia, Leila submeteu o bebê a torturas físicas e psicológicas entre março e junho deste ano, período em que trabalhava como babá na casa da vítima. As práticas, segundo o MP-RJ, ocorriam enquanto os pais da criança se ausentavam de casa e consistiam em intimidação verbal, puxões de cabelo, beliscões fortes no rosto e no corpo, empurrões, socos na cabeça e nos olhos. A vítima seria, ainda, agredida com socos e chamada de porca quando defecava. Os pais desconfiaram das agressões ao observar o comportamento alterado do bebê e ao presenciarem um empurrão proposital da empregada na vítima.

"O pedido de prisão preventiva tem por base a garantia da ordem pública. O crime praticado pela babá demonstra sua periculosidade. Ela aproveitou-se de uma relação de confiança para praticar um crime contra a integridade física de um bebê", explicou a Promotora de Justiça.