Diante das denúncias de irregularidades no Ministério do Turismo com fraude em convênios, o ministro Pedro Novais (PMDB) formalizou nesta segunda-feira a exoneração de cinco funcionários. Entre os demitidos estão Antonio dos Santos Junior, assessor da secretaria-executiva, Freda Azevedo Dias, lotada na Coordenação-geral de Qualidade e Certificação, Kátia Patrício da Silva, que tinha cargo comissionado na Coordenação-geral de Projetos de Estruturação do Turismo em Áreas Priorizadas, e Kerima Carvalho, então assistente do Departamento de Qualificação e Certificação e de Produção Associada ao Turismo. Todos haviam sido presos na Operação Voucher, da Polícia Federal.
Na última semana, em depoimento na Câmara dos Deputados, Novais havia admitido a existência de possíveis irregularidades na pasta no passado e disse na ocasião que futuros convênios, cujas assinaturas foram suspensas após denúncias de desvio de recursos no setor, só voltarão a ser feitos após o ministério "limpar a barra". Novais, cuja permanência no governo ainda é incerta, deve voltar a prestar esclarecimentos sobre a condução do ministério nesta terça-feira na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado.
Quando prestou depoimento na Câmara dos Deputados, o ministro do Turismo disse que não pensava em pedir demissão do cargo e anunciara que faria "um intercâmbio de pessoas no ministério para tentar melhorar a máquina". Aos deputados, Novais também afirmou na última semana que não se sentia "enganado" ou "traído". Embora tenha defendido o secretário-executivo da pasta, Frederico da Silva Costa, ele se negou a confirmar se ainda confia em seu então braço direito, preso pela Polícia Federal (PF) na Operação Voucher, ou a falar em "herança maldita" na pasta.
"Se houve deslizes por irregularidades não sei, mas admito que, pelo que aconteceu ultimamente, alguma coisa pode ter havido. Isso está sendo corrigido e será francamente eliminado. Tão logo seja limpada a barra, voltaremos a fazer os convênios conforme determina a lei. É claro que não vamos ser liberais além do que determina a lei", ressaltou Novais.