Atualizada às 17:25
O ex-deputado Cícero Ferro tomou posse, pessoalmente, esta tarde no gabinete da presidência da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), graças ao pedido de licença de 121 dias de Maurício Tavares (PTB), já que é o 1° suplente da coligação. Tavares encaminhou cópia do atestado médico e comprovantes de exames laboratoriais feitos recentemente, para fundamentar seu afastamento do mandato.
Ferro é acusado de ser o autor intelectual da morte de Fernando Aldo, que foi morto na madrugada de 01 de outubro de 2007, na cidade de Mata Grande. Mas, segundo o presidente da ALE, Fernando Toledo ele apresentou todos os documentos comprovando que sua prisão foi revogada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
"Ele não é foragido. Após o plenário acatar o pedido de afastamento do deputado Maurício Tavares consultei os demais parlamentares e eles disseram que eu não só deveria e sim, tinha a obrigação de acatar a volta de Cícero Ferro, que é o primeiro suplente. Ele veio à ALE e perguntei se ele queria tomar posse no plenário ou na presidência, é uma prerrogativa dele", explicou Toledo, contando que a posse foi testemunhada por alguns deputados e pela imprensa.
Prisão
O primeiro mandado de prisão contra Cícero Ferro foi decretado pelo desembargador Orlando Manso, no dia 02 de fevereiro deste ano, após o parlamentar perder a imunidade parlamentar, uma vez que não conseguiu se reeleger nas eleições de 2010. Foram expedidos ainda, mandados de busca e apreensão de documentos na residência do acusado.
Inicialmente, Ferro tinha seu retorno à ALE assegurado, pois iria assumir a cadeira de Dudu Holanda, que se afastaria por meio de licença médica, o que após muita polêmica e até uma possível intervenção do Ministério Público e do Tribunal de Justiça acabou não acontecendo.
Ferro teve vários pedidos de Habeas Corpus negados pelo TJ/AL, inclusive acerca do último pedido de prisão, feito pela juíza de Mata Grande, Danielle Christine Melo Burichel, embora tivesse a seu favor uma decisão da ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Maria Thereza de Assis Moura para responder pelo crime em liberdade.

