Como explicitei no post abaixo, chamou a atenção o fato de oito vereadores se posicionarem contrários ao aumento do número de edis na Câmara Municipal de Maceió; mas, na hora de votar o projeto de alteração da Lei Orgânica Municipal, apenas seis votos contrários apareceram. Do grupo, dois aproveitaram a votação secreta “para mudar a casaca”.

Disseram que votaram contrários: Heloísa Helena (PSOL), Tereza Nelma (PSB), Sílvio Camelo (PV), Galba Novaes (PRB), Fátima Santiago (PP), João Luiz (Democratas), Oscar de Melo (PP) e Silvânia Barbosa (PTdoB). Bem, o sistema de votação era assim: cada vereador recebia dois papéis, um com o número 21 e outro com o 31.

Se o vereador fosse favorável ao aumento, depositaria o 31 na urna e ficaria com o 21 nas mãos. Um edil - que me pediu sigilo da fonte – me mostrou uma foto com papéis com o número 31 assinados. Consequentemente não foram depositados nas urnas. A fonte diz que são de Heloísa Helena, Tereza Nelma, Silvânia Barbosa e Fátima Santiago. Logo, estas teriam votado pela permanência dos 21. Oscar de Melo me confirmou que votou contrário ao projeto. João Luiz também, em entrevista a este blogueiro.

Fui procurar Galba Novaes e Sílvio Camelo. Eles alegaram o voto secreto, mas quando expliquei a situação, Novaes tirou do bolso o seu papel com o número 31 e me deu, para provar que o que tinha ficado na urna era o 21 e que ele tinha mantido a palavra. Camelo também me mostrou a cédula com o 31.

Se todos tiverem os seus papeizinhos, somam-se oito cédulas (com o 31 inscrito) que não foram depositadas na urna; e 14 cédulas com também com o número 31, que foram depositadas. Ora, 14 mais 8 dá 22. É mais cédulas que a quantidade de vereadores presentes na sessão. O questionamento matemático já foi feito por uma fonte deste blogueiro, que indagou: quem tiver seu papelzinho guardado que mostre...Será que faz sentido? Tinha cédula demais?