O dirigente do PPS, Régis Cavalcante, rebateu as críticas do prefeito Cícero Almeida (PP). Cavalcante já chegou a ser aliado do prefeito na primeira administração de Almeida, quando ocupou a pasta da Educação no município. Atualmente, são ferrenhos adversários políticos.

Na semana passada, Almeida – sentido com as críticas que vem recebendo do PPS – chamou Cavalcante de ingrato. O chefe do Executivo municipal disse que Régis Cavalcante devia a ele o emprego, em função do apoio que deu a Teotonio Vilela Filho (PSDB) nas eleições de 2010.

O prefeito ainda falou de investigações contra integrantes do PPS. Cavalcante rebate: “o prefeito é um homem sujo, envolvido na Operação Taturana e no escândalo da máfia do lixo”. De acordo com o líder do PPS, Almeida está desesperado porque sabe que “pode ir parar na cadeia de uma hora para a outra para responder, entre outros crimes, pelo desvio de R$ 200 milhões”. A referência é ao processo da coleta de lixo do Ministério Público Estadual.

“Ao voltar sua metralhadora giratória contra o PPS, o prefeito demonstra total desequilíbrio emocional”, coloca ainda o secretário da Pesca. Régis Cavalcante ainda chama Cícero Almeida de “analfabeto informal”. Não faltam críticas fortes. “O Cícero Almeida é produto de uma estrutura social debilitada, fruto de uma manipulação empresarial que o tem como um vassalo de cabresto. Quando fala, alguém o manipula como um boneco de marionete, porque, infelizmente, ele tem cérebro de ameba, é um sujeito obtuso”.

Régis confirma ainda que o PPS vai lançar candidato para prefeito em 2012, mesmo estando na base aliada do Governo do Estado. “O PPS considera as eleições do próximo ano as mais importantes para o país”. Em relação a Almeida, volta a afirmar: “O Cícero pensa que é Deus! Imagina. Ele não se preocupa em ser uma pessoa que possa discutir civilizadamente as questões”.

“Eu não vou me rebaixar a essa visão atrasada e medíocre do Cícero Almeida, pois não existe ‘dádiva de emprego’, até porque eu não preciso disso”, destaca em relação ao fato de ocupar uma pasta no governo Vilela. “Eu não devo nada a Cícero, pelo contrário, ele precisa deixar essa postura atrasada, equivocada. Mas é compreensível o porquê ele diz isso, é pela absoluta e total ausência de entendimento dos problemas, por não conseguir apresentar soluções para as carências da cidade impossibilitando o seu crescimento. Ele não sabe explicar como levar Maceió a 2020, por exemplo, como prepará-la para esse futuro e o preço dessa administração, todos verão a partir da sua saída da prefeitura”, coloca ainda.

Em relação às investigações contra membros do PPS, Régis Cavalcante coloca: “eu sempre fui investigado como homem público. Na ditadura, foi pelos órgãos de segurança, sendo ameaçado em todos os momentos. Ninguém está imune de ser investigado, aliás, o homem público tem que ser investigado. Eu desconheço qualquer investigação do tipo que o prefeito alega. O que sei é que Cícero Almeida foi investigado e incluído na operação “taturana”, porque por onde passou sempre deixou sujo o ambiente, essa é a grande questão. Ele está sendo investigado também na prefeitura pelos absurdos que cometeu e isso virá à tona na hora certa. A questão do escândalo do lixo, que não sei como ele pretende resolver, Cícero vai ter que explicar”, falou.

“Em minha vida pública não fui apenas secretário de educação. Antes de ser secretário na aliança com Cícero Almeida, fui o primeiro secretário da criança e do adolescente de Maceió, fui vereador da cidade, fui deputado federal, o mais atuante de Alagoas na Câmara Federal, e nunca me envolvi em escândalo de emenda e de toda essa corrupção que vem assolando o país. Tenho uma vida limpa e é isso que quero continuar tendo. O que o Cícero maquinou em seu gabinete, do que ele me acusa ele precisa que o Ministério Público e a Justiça investiguem”, salienta.

Sobre sua saída da pasta da Educação municipal, Régis Cavalcante defende: “o que fiz na educação como secretário é motivo de muito orgulho para mim. Por que em um ano e dois meses como secretário eu coloquei, em 2005, 20 mil crianças na sala de aula e viabilizei 23 novas escolas em Maceió. Acontece que durante a nossa gestão na secretaria de educação o dinheiro da educação era de fato investido na educação, muito diferente do que acontece hoje, onde estão fechando escolas e isso é abominável para mim, que sou professor e para uma cidade que tem a necessidade de melhorar a educação principalmente da infância”.

 

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