O Hezbollah felicitou o povo líbio por sua "imensa vitória" após a tomada da maior parte de Trípoli pelos rebeldes. Mas o partido libanês continua com o apoio ao regime autocrático da Síria que enfrenta uma revolta popular.

"O Hezbollah parabeniza o povo líbio e seus revolucionários por esta enorme vitória contra o tirano após uma longa luta com sacrifícios imensos", afirma o partido em um comunicado. "Esperamos que esta vitória seja definitiva, que aconteça o mais rápido possível e que seja edificado um Estado justo que realize as aspirações e as esperanças deste povo que sofreu por muito tempo", acrescentou.

O Hezbollah, inimigo de Israel e dos Estados Unidos, e apoiado por Síria e Irã, afirmou que apoia todas as revoltas árabes desde o início do ano, exceto a que abala, desde meados de março, seu aliado, o regime do presidente sírio Bashar Al-Assad.

Líbia: de protestos contra Kadafi a guerra civil e intervenção internacional
Motivados pela onda de protestos que levaram à queda os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em meados de fevereiro para contestar o líder Muammar Kadafi, no comando do país desde a revolução de 1969. Mais de um mês depois, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidades estratégicas.

A violência dos confrontos entre as forças de Kadafi e a resistência rebelde, durante os quais milhares morreram e multidões fugiram do país, gerou a reação da comunidade internacional. Após medidas mais simbólicas que efetivas, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a instauração de uma zona de exclusão aérea no país. Menos de 48 horas depois, no dia 21 de março, começou a ofensiva da coalizão, com ataques de França, Reino Unido e Estados Unidos.