O advogado de Nafisatou Diallo, a mulher que acusou o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional Dominique Strauss-Kahn por tentativa de estupro disse que a promotoria de Manhattan convocou uma reunião na segunda-feira e ele receia que o caso seja prejudicado, informou neste sábado o jornal "The New York Times".
Kenneth Thompson acredita que se trata de "um claro indício de que os advogados pedirão que o juiz despreze algunmas ou todas as acusações na próxima audiência que acontecerá na terça-feira".
Strauss-Kahn, detido em 14 de maio no aeroporto nova-iorquino John F. Kennedy, está desde o dia 1º de julho em liberdade condicional sem fiança depois que a Promotoria de Manhattan encontrou elementos que abalaram a credibilidade de Nafisatou.
A mulher, uma camareira do hotel Sofitel de Nova York, denunciou em março que Strauss-Kahn tentou estuprá-la quando ela entrou no quarto para limpar.
"Se não fosse para desprezar as acusações não teria necessidade de se reunir com ela", disse Thompson. "Bastaria ir ao tribunal no dia seguinte e enunciar que vai dar continuidade ao caso", acrescentou.
Thompson disse que ele e sua cliente irão à reunião com a Promotoria.
A carta que a Promotoria enviou tem dois parágrafos e indica que a reunião será às três da tarde e que não pode mudar a hora da reunião, mas não deu mais detalhes.
Artie McConnell, um advogado-assistente que trabalha no caso e que enviou a carta, acrescentou que o propósito da reunião "será explicar a ela o que deve acontecer no tribunal no dia seguinte".
"Se ela não puder comparecer presumirei que não quer aproveitar essa oportunidade", acrescentou McConnell.