A presidente Dilma Rousseff e o ministro recém-empossado da Defesa, Celso Amorim, participaram neste sábado (20), em Resende (RJ), da cerimônia de entrega de espadins da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras).
No evento, os 441 cadetes da turma do bicentenário do brigadeiro Sampaio --um dos patronos das Forças Armadas-- receberam, cada um, um espadim --réplica reduzida da espada de combate de Duque de Caxias.
Em seu discurso, a presidente afirmou sentir orgulho dos cadetes e os incentivou a continuar estudando.
Participaram da cerimônia o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão e autoridades das Forças Armadas.
MINISTÉRIO
Após oito anos como ministro das Relações Exteriores do Governo Luiz Inácio Lula da Silva, Celso Amorim assumiu a pasta da Defesa no último dia 8, sucedendo no cargo Nelson Jobim, que renunciou depois da divulgação de polêmicas declarações em que criticava duas ministras do Gabinete da presidente Dilma Rousseff.
Em seu discurso de posse, Amorim destacou que vai manter a mesma linha na política de Defesa dos últimos anos e ressaltou que vai promover uma maior aproximação do Brasil com a América do Sul e a África.
Em entrevista à colunista da Folha, Eliane Cantanhêde, Amorim rebateu críticas de militares sobre sua posição ideologica e afirmou que "você não pode fazer das Forças Armadas uma coisa partidária nem para a esquerda, nem para a direita".
Dias depois, um artigo do general reformado Luiz Gonzaga Schroeder Lessa, ex-presidente do Clube Militar, elogiou a presidente Dilma, que estaria comandando as Forças Armadas "na plenitude da sua competência", mas criticou a escolha do novo ministro da Defesa, Celso Amorim.
O diplomata é descrito por Lessa como "sem afinidade com as Forças, alheio aos seus problemas e necessidades mais prementes" e "com notória orientação esquerdista".
"Como no Brasil tudo o que está ruim pode ficar ainda pior, vamos ter que aturar o embaixador Amorim", disse o general.