A resolução Nº 2 de 19 de junho de 2011, proíbe a venda de serviços terapêuticos e terapêuticos ocupacionais em sites de compras eletrônicas coletivas. O Conselho Regional de fisioterapia e terapia ocupacional dos estados de Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba consideraram que na oferta do serviço o cliente é avaliado de forma superficial, além de banalizar o exercício das profissões.

A resolução fala de qualquer serviço de fisioterapia ou terapia ocupacional, desde os estéticos até os traumatológicos. Outro quesito destacado no documento é o de que nem sempre a propaganda condiz com o serviço, o que gera uma concorrência desleal entre os profissionais.

O fisioterapeuta Rodrigo Melo, falou ser contra as vendas coletivas, “isso banaliza a profissão, eu tenho uma clinica e jamais vou colocar meus serviços em um desses sites. Eu luto muito pela questão da fisioterapia, existem muitas faculdades e uma demanda muito grande de profissionais, fisioterapia tem um custo caro, mas para aqueles que não podem pagar, existem centros de reabilitação pelo SUS, quem se interessar pode entrar no site da Secretaria Municipal de Saúde”, conclui o fisioterapeuta.

Já a terapeuta ocupacional Luana Holanda, afirma que esse tipo de oferta é um desrespeito com a profissão. “desvaloriza totalmente, é a mesma coisa de um médico vender seus serviços pela internet, já pensou se um cirurgião plástico vender uma cirurgia pela internet? Sem ao menos fazer uma avaliação prévia no cliente, sem falar que comprando serviço desse tipo pela internet não tem como saber a procedência do profissional eu apoio a resolução completamente, acrescenta Luana.

O motociclista Ângelo Correia, que fraturou as duas pernas há dois meses, precisou recorrer à fisioterapia e diz que não confiaria em um serviço desse tipo em um site de compras coletivas, “eu não confiaria para começar a fisioterapia precisei de um encaminhamento médico, a avaliação dos profissionais é imprescindível.

“Essas vendas deixam o ato de consultar um paciente muito mecânico, tem que haver uma avaliação do profissional para que possa ser dado um diagnóstico, o cliente que compra um serviço de fisioterapia pela internet também está se desrespeitando”, frisa o estudante de fisioterapia, Kildarly Lima.