O afastamento dos juízes da 17° Vara Criminal da Capital do caso Giovanna aconteceu após solicitação do Ministério Público Estadual (MPE), de acordo com o juiz Maurício Breda.
Ao Cadaminuto ele explicou que isso se deu devido a atual linha de investigação, que apontou que o casal Toni Bandeira e Mirella Granconato foram os autores do crime. Assim, o homicídio passou a ser considerado como passional.
“O MPE pugnou pela mudança, já que as investigações mostram que o assassinato não foi cometido por uma organização criminosa. Inicialmente, o crime foi tido como sequestro mediante extorsão, o que acabou mudando ao longo do tempo, por isso a 17° saiu do caso”, explicou.
Breda explicou que o Tribunal de Justiça deverá encaminhar o processo para uma das Varas do Tribunal do Júri e ainda, que mesmo com a saída dos juízes da 17° Vara as investigações continuam. “Acredito que o TJ vai decidir imediatamente em qual Vara o processo irá tramitar. As prováveis são a 7°, 8°, 9°”, afirmou.
Já o procurador-geral do MPE, Eduardo Tavares explicou que o Grupo de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) continuará acompanhando o caso. Ele informou ainda, que o promotor natural do caso é quem deverá oferecer a denúncia à justiça.
“O Gecoc dá auxílio ao promotor natural, que é do município de Rio Largo, onde o corpo da estudante foi encontrado. Mas, pode haver contestação por parte da defesa dos acusados para que o caso venha para a capital “, informou.
