A aprovação pela Câmara de Vereadores de Campinas da cassação do mandato do prefeito Hélio de Oliveira Santos, o dr. Hélio (PDT), levou ao cargo um suspeito de envolvimento no mesmo suposto esquema de corrupção que gerou o processo contra o pedetista.
O prefeito era acusado de ter sido omisso em esquema de cobrança de propina de para contratos com a Sanasa (empresa mista de saneamento).
Com a cassação de Dr. Hélio, quem assume o cargo é o vice-prefeito Demétrio Vilagra (PT) --denunciado sob acusação de receber R$ 20 mil de empresários com contratos com a Sanasa.
Por conta disso, Vilagra também é alvo de um pedido de cassação, protocolado na Câmara pelo PSOL. Ele nega envolvimento no esquema.
O julgamento do impeachment de dr. Hélio começou na quinta-feira, com a leitura das 1.649 páginas do processo, e terminou na madrugada deste sábado. Somente um vereador, Sérgio Benassi (PCdoB), votou pela manutenção do prefeito no cargo nas três acusações feitas contra Dr. Hélio.
Dr. Hélio nega envolvimento em irregularidades. Ele alega que, assim que soube dos casos suspeitos, tomou as medidas cabíveis, com exonerações.
INVESTIGAÇÃO
As fraudes em licitações da Sanasa foram denunciadas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo.
O prefeito não está entre os envolvidos, mas a acusação é de que sua mulher e ex-chefe de gabinete, Rosely Nassim Santos, chefiava a cobrança de propina para direcionar licitações. Ela nega envolvimento no esquema.
Em depoimento à Câmara, que analisou o pedido de cassação, dr. Hélio defendeu a inocência da mulher.
O vereador Rafa Zimbaldi (PP) disse que, ao alegar que tinha desconhecimento de todos os fatos, o prefeito foi politicamente irresponsável.