A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, anunciou nesta sexta-feira a inclusão de 20 novos nomes na lista de pessoas e empresas sírias afetadas pelo congelamento de bens e proibição de receber vistos. "Hoje (sexta-feira), a União Europeia alcançou um acordo político sobre a inclusão de 20 pessoas ou empresas sírias na lista dos afetados pelo congelamento de bens e proibição de vistos", anunciou Ashton em um comunicado.

Os representantes dos 27 governos europeus reunidos em Bruxelas também decidiram preparar um plano de embargo às importações de petróleo sírio pelos países da UE e de suspensão da ajuda do Banco Europeu de Investimentos à Síria. "Mesmo assim, chegou-se a um acordo político para aumentar as medidas de restrição ao regime" do presidente Bashar al-Assad, completou Ashton.

"Foram preparadas propostas para embargar as importações de petróleo sírio" e "suspender a assistência técnica do Banco Europeu de Investimentos", assim como "congelar os bens e rejeitar o visto para os que se beneficiam ou apoiam a política do regime", prosseguiu a chefe da diplomacia europeia. Essas propostas serão examinadas pelos ministros "no início da semana que vem", informou.

A UE compra 95% do petróleo exportado pela Síria, o que representa um terço das receitas do país.

Ashton pediu novamente ao presidente sírio que deixe o poder. "A força militar utilizada indiscriminadamente" contra os manifestantes durante a repressão causou "uma perda total da legitimidade do regime sírio", afirmou.

A UE já havia adotado uma série de sanções contra a Síria, entre elas o congelamento de bens e a proibição de viagem a 35 pessoas e quatro empresas, assim como um embargo de armas.