O técnico Mano Menezes se irritou ao ser questionado se a convocação de Ronaldinho era uma forma de ficar mais tranquilo no comando da Seleção Brasileira e disse que a possibilidade de ser demitido do cargo não passa pela sua cabeça.

"Preciso deixar claro que não estou preocupado com o resultado imediato a qualquer custo. Não estou preocupado com o meu emprego. Tenho emprego por mais dez anos, e fui contratado pela CBF para comandar a Seleção até 2014", afirmou, em tom de voz elevado.

"Não seria leviano de pensar no Ronaldinho apenas para ter uma tranquilidade momentânea. Ele me mostrou que é capaz de liderar um grupo, como faz no Flamengo. Ele é campeão do mundo, pode ser o jogador referência que precisamos", completou o técnico, após apresentar a convocação para o amistoso do dia 5 de setembro, contra Gana.

Pressionado pela fraca campanha na Copa América (a Seleção caiu nas quartas de final, diante do Paraguai, ao desperdiçar quatro pênaltis) e pelo fato de ainda não ter vencido um grande rival - perdeu para França, Argentina e Alemanha e empatou com a Holanda -, Mano preferiu não apontar uma falha específica no time e pediu tempo.

"Não é possível separar uma equipe por compartimentos. Temos que avançar como equipe e é óbvio que queremos mais. Quando enfrentamos uma grande equipe, como a Alemanha, percebemos que temos que evoluir. Vamos avançando para ter um equipe com mais estabilidade", afirmou.