Um juiz espanhol liberou nesta quinta-feira o jovem mexicano José Alvano Pérez Bautista, detido na terça-feira passada em Madri por planejar atentar contra os opositores à visita do papa à capital espanhola, mas determinou que ele terá que comparecer duas vezes por dia à delegacia.
O magistrado decretou a libertação de Bautista, que estava inscrito como voluntário na Jornada Mundial da Juventude, mas, além de obrigá-lo a comparecer de manhã e de tarde à delegacia, o juiz o proibiu de sair do país, confiscou seu passaporte e ordenou que ele informasse um endereço e um telefone para que possa ser localizado a qualquer momento.
Segundo o auto judicial, o jovem mexicano admitiu ser o autor de várias mensagens na internet com o codinome de "Bagman 69".
Em uma dessas mensagens, ele dizia: "Sou trabalhador de uma grande indústria farmacêutica de Madri e posso ter acesso a muitas substâncias perigosas para boicotar os protestos contra o papa".
A polícia teve acesso a esses textos e chegou a Bautista graças à colaboração da população.
Em 11 de agosto, "Bagman 69" voltou a escrever uma mensagem na qual pedia às pessoas que não lhe dessem dinheiro, mas "fertilizantes, nafta pólvora e fósforos ou um isqueiro" com o "único fim de matar esses cachorros em sua marcha contra a presença do papa", por isso que ele foi detido pouco antes de uma manifestação que percorreu na quarta-feira o centro de Madri.