Empresas de distribuição de energia elétrica de todo o país ajudarão o governo a achar as pessoas que podem se beneficiar com programas sociais, mas ainda não estão no cadastro federal.
A parceria, que envolve a troca de informações e já é realizada em São Paulo e no Rio, foi fechada agora para todas as outras unidades federativas.
A medida deve ser anunciada na quinta-feira (18), durante o lançamento do pacto dos Estados do Sudeste pela erradicação da pobreza extrema.
Localizar e cadastrar quem ganha até R$ 70 --critério do governo para definir quem é miserável-- é uma das maiores dificuldades para conseguir tirar 16,2 milhões de pessoas da extrema pobreza até 2014, maior promessa da gestão de Dilma Rousseff.
No Sudeste, o problema é mais grave do que em outras regiões: aproximadamente 20% dos potenciais beneficiários estão fora do chamado Cadastro Único, que permite acesso a programas como o Bolsa Família.
Na prática, o acordo firmado com as distribuidoras prevê a complementação dos cadastros. O MDS (Ministério do Desenvolvimento Social) saberá quem é inscrito nas empresas como de baixa renda e vice-versa.
"As companhias precisam de informações sobre renda para a tarifa social [que dá desconto na conta de luz]. E nós precisamos de informação para o Brasil sem Miséria", afirmou à Folha a ministra Tereza Campello (MDS), em referência ao plano lançado para cumprir a promessa de Dilma.
O ministério negocia um acordo parecido com as empresas de saneamento.