A União Europeia (UE) se reunirá nesta sexta-feira para homenagear às pessoas envolvidas na preservação e na melhoria da vida dos que precisam de assistência para sobreviver, na celebração do Dia Mundial da Ajuda Humanitária.
"Os trabalhadores humanitários são humildes, mas suas conquistas não são: cada um faz a diferença para centenas de seres humanos e esta pode ser a diferença entre a vida e a morte", disse em comunicado a comissária de Cooperação Internacional e Ajuda Humanitária europeia, Kristalina Georgieva.
Os países da UE são os principais doadores do mundo e desde o início do ano forneceram mais de 37% dos fundos humanitários totais.
A Comissão Europeia se encarrega de coordenar os esforços dos estados-membros da EU por meio da Direção-geral de Ajuda Humanitária e Defesa Civil (ECHO), que conta com mais de 400 pessoas que trabalham em 47 escritórios.
Além disso, colabora com mais de 200 organizações, dentre as quais 14 organismos das Nações Unidas, 191 ONGs e três internacionais (o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, a Federação Internacional da Cruz Vermelha e a Organização Internacional de Migrações).
Em 2010, a Comissão financiou as atividades dos trabalhadores humanitários com 1,115 bilhão de euros, um apoio que forneceu auxílio e esperança a 151 milhões de pessoas em 80 países.
O Dia Mundial da Ajuda Humanitária, realizado desde 2008, homenageia os prestadores de serviços humanitários e aqueles que perderam a vida fazendo seu trabalho, chamando atenção para o perigo que eles correm se tornando alvo de sequestros e ameaças de morte.
A comissão indicou que triplicaram os ataques aos postos humanitários, com cem mortes ao ano. Só em 2010 houve 129 atentados contra os trabalhadores humanitários, dos quais 69 foram assassinados, 86 foram feridos e 87 foram sequestrados.
A comissão detalhou que, ao longo dos anos, cedeu ajuda humanitária a mais de cem países no mundo todo, sendo os principais beneficiados: Croácia, Bósnia e Herzegovina (antiga Iugoslávia), Sudão, República Democrática do Congo, Afeganistão, os territórios Palestinos, Paquistão, Rússia e Burundi.
Por fim, apontou que a solidariedade da UE marcou a diferença em três grandes crises humanitárias: o tsunami no sudeste asiático em 2004, o terremoto do Haiti e as inundações do Paquistão em 2010.