As recentes declarações do senador Renan Calheiros (PMDB/AL) sobre a crise enfrentada no Ministério do Turismo ecoaram no Estadão. Renan Calheiros – que se reuniu com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti – no dia 9 de agosto, ressaltou que as investigações não podem ser partidarizadas. A entrevista de Calheiros foi dada no mesmo dia, segundo o jornal.

Os casos de suposta corrupção no governo federal atingiram – como alguns já esperavam nos bastidores políticos – o aliado que mais dar sustentabilidade ao PT, mas que sempre foi visto com certo receio por sua fome insaciável por poder e cargos. Sim, eis o PMDB. O partido que sempre soube se posicionar – historicamente – muito bem no tabuleiro de xadrez. No caso do senador alagoano Renan Calheiros, a premissa se torna mais verdadeira ainda.

Basta olhar um passado bem recente e a construção de sua candidatura em 2010!

Renan Calheiros disse – conforme reportagem do Estadão – que nenhum partido está imune às investigações desencadeadas por denúncias de corrupção dentro do governo. Não partidarizar é a estratégia do PMDB, ao que tudo indica. Afinal, que mais ministérios estarão na alça de mira? No caso do PP, a desconfiança – já retratada aqui neste blog – de fogo amigo. No caso do PR, a sensação – dentro do partido – de que a sigla não foi tratada como deveria.

O senador alagoano ainda teria declarado ao Estadão: “todos nós temos de nos acostumar com essas fiscalizações, com essas investigações”. Ele coloca que nem o PMDB pode estar livre desta lupa minuciosa sobre o Ministério! E é bom que não esteja, assim como nenhum dos outros aliados. Se não podem estar tão livres, quiçá usufruir da libertinagem, quando a conta é paga com dinheiro público. Renan Calheiros ainda cobra que seja passado a limpo o caso do Ministério do Turismo. A faxina é do interesse do PMDB?! Que a sequência dos fatos responda...
 

Estou no twitter: @lulavilar