Retorno ao Conversa de Tuiteiro com este texto, ao tempo em que peço desculpas aos caros leitores. Foi uma semana atribulada de inúmeros compromissos e apurações que me impediram de escrever dentro do programado. Mas, de volta a aparente normalidade, vamos ao debate. O Blog do Vilar perguntou aos “@migos do twitter” que sugestões poderiam ser dadas para a melhoria do trânsito em Maceió, alvo recente de diversas reportagens e críticas nas próprias redes sociais.

O debate foi produtivo como sempre! O @Rafael_Maynart – por exemplo – chega a citar uma via em específico, que de fato é um gargalo no bairro do Farol, na capital alagoana. Trata-se da Avenida Thomaz Espíndola, uma das pistas de rolagem com acesso a principal avenida de Maceió: Fernandes Lima. De acordo com ele, é preciso se repensar em uma alternativa naquela região. “O trânsito fica parado porque pessoas da direita cruzam para esquerda e vice-versa”.

O que @Rafael_Maynart coloca me lembra que – muitas vezes – nós motoristas e pedestres também não fazemos nossa parte, provocando engarrafamentos constantes pelo afobamento ou a imprudência. No mais, ele destaca que é preciso acabar com o “alarga-estreita” de avenidas na capital alagoana “Começa com três faixas, depois vai para quatro, retorna para três”. Bem, isto parece falta de planejamento em longo prazo.

A @PaulaMontnegro salienta que um dos graves problemas do trânsito é “uma questão de educação e paz entre as pessoas”. “Vamos gerar mais gentileza no trânsito? A humanidade agradece”. Eu concordo com este ponto. Sobretudo em Maceió, a terra dos possantes e da arrogância destes. Mas, para, além disso, há dois pontos que vivo batendo neles: ciclovias e alternativas de transporte de massa de qualidade. Acredito que o trânsito não melhora sem estas discussões.

O @Marques_JM toca em um ponto interessante: “substituição dos semáforos por outros modernos e mais dinâmicos! Como o que temos próximo ao Shopping Farol”. Bem, isto me lembra que a Prefeitura Municipal de Maceió sequer consegue licitar o contrato para a manutenção dos semáforos já existentes e para lombadas eletrônicas, gerando transtornos que já tratei inclusive neste blog.

O @NoGomes salienta “com tanta loja de carro abrindo em tudo que é esquina em Maceió, e o aumento populacional, a tendência é piorar”. Se temos este diagnóstico, é a prova viva de que precisamos pensar não para quatro anos ou para uma única gestão, mas sim numa cidade do futuro, estimular – volto a repetir – os investimentos em transporte de massas de qualidade. Mudar a cultura. Não é para agora, mas é preciso o primeiro passo.

O @Marques_JM ainda salienta que a sinalização de Maceió é muito precária e cita os semáforos quebrados constantemente e as lombadas eletrônicas desligadas. O @NoGomes – ao relembrar a importância dos transportes de massa – chega a sugerir um Metrô! Será que o VLT – caso aconteça de fato – cumpre esse papel?! Quanto ao transporte de massas, o @Marques_JM destaca a importância de um estudo nos itinerários dos coletivos, pensando na otimização do tempo e não em quantidade de passageiros.

E eis que @gimigliati coloca a necessidade de uma “engenharia de tráfego mais atuante que apresente projetos eficazes e palpáveis! E rever todos os itinerários dos ônibus”. É, dá mesmo a impressão da ineficácia, mas acho que temos técnicos competentes. O que falta mesmo é vontade política. Dá a impressão de que existe ingerência política demais sobre os órgãos responsáveis por esta questão.

O @Tiago_Nogueira bate na tecla que vivo batendo: “melhorar o sistema de transporte público”. O @Coelho_Carvalho ainda ressalta a falta de fiscalização e a desorganização das ocupações de espaços. É verdade, se fiscaliza pouco e se multa demais! Estranho paradoxo, mas que é real em Maceió. O @Edinaldo Marques traz uma discussão salutar, inclusive citando textos presentes em seu blog (Blog do Edinaldo Marques), que eu aconselho ao leitor.

Ele ressalta que é “preciso atuar em várias direções para resolver o problema do trânsito em Maceió”. @EdinaldoMarques fez um estudo que foi publicado em 2007, no qual está contemplado “visão, planejamento, decisão e ações constantes. Projetos de grande, médio e pequeno porte. É preciso mudar mentalidades e hábitos”. Está aí uma pessoa que poderia ser ouvida, em futuras audiências públicas sobre o tema.

O @WandssS frisa: “não adianta falar em investimento sem a existência do processo de reeducação populacional. Deve ser intensificado nas autoescolas”. Por fim, @CanAlmeida ressalta: com certeza o investimento pesado em transporte público de qualidade, atraindo as classes média e alta também para ele! Bingo! É o que penso. Valeu pessoal por mais uma discussão do Conversa de Tuiteiro. Agora, voltamos à agenda da normalidade.
 

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