O presidente da Câmara de Maceió e autor do Projeto ‘Bico Legal’, Galba Novaes de Castro (PRB) preferiu não polemizar as declarações dadas pelo deputado estadual, Dudu Holanda (PMN). O parlamentar questionou no plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), na última sessão ordinária, a capacidade da Casa de Mário Guimarães legislar sobre a iniciativa.

De acordo com Dudu, para o ‘Bico Legal’ ter validade seria necessário que o autor primeiro fosse eleito deputado estadual para depois tomar a iniciativa de apresentar o projeto.

Durante o pronunciamento, o deputado e líder do PT na ALE, Ronaldo Medeiros questionou em qual o horário o militar teria para repouso. Segundo ele, a proposta pode provocar pedidos de militares para trabalho acima da média, com a finalidade de aumentar seus rendimentos, em detrimento da oferta de serviço de qualidade em virtude do cansaço.

Sobre as críticas, o vereador disse que falta conhecimento do projeto aos ‘questionadores’ e que, em breve, até o governador Teotônio Vilela Filho (PSDB), participante do grupo, ficará ciente de cada ponto do “Bico Legal”.

“Na sessão desta terça-feira (09) foi aprovado um requerimento solicitando uma audiência com o governador e nesta oportunidade serão sanadas todas as perguntas e dúvidas”, revelou Novaes, que se fez presente a um evento oficial da Prefeitura de Maceió na manhã desta quarta-feira, (10).

Ainda segundo ele, além das críticas também é necessário que ‘alguém’ indague e mostre uma solução para combater os altos índices de criminalidade em Maceió. “Só criticar não basta. Tem ser feito algo mais e minha parte estou fazendo”, frisou.

Em entrevista ao portal CadaMinuto na última sexta-feira,(05), o governador revelou que nos estados em que o projeto foi implantado o resultado desejado não foi obtido, tanto pelos policiais quanto pelo Estado.

“Sou contra o projeto que demonstra, fora de Alagoas, resultados negativos em sua elaboração. Em São Paulo, por exemplo, e em outras regiões, existem questionamentos acerca da funcionalidade do ‘ Bico Legal’”, revelou Vilela, que fez questão de reiterar que Alagoas realizará concurso público na área de segurança pública e que já determinou que quase 1000 policias militares reformados votem à ativa para o trabalho administrativo na corporação.

Também em entrevista ao CadaMinuto, Dário César revelou que a concepção da ‘ideia’ foi errada, ao colocar o Servidor da Segurança Pública de ‘serviço no horário de folga’. Ainda segundo ele, a nomenclatura do Projeto é a antítese da legalidade, ou seja, legalizar algo que é ‘ilegal’.

“Com o acúmulo de função, o militar fica sobrecarregado e na hora de voltar ao serviço se encontrará debilitado, cansado para a realização de sua função ‘fim’”, afirmou o secretário na oportunidade.