O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse nesta quarta-feira que o Brasil "preparou-se para um ambiente internacional mais desafiador", tendo uma condição fiscal e um sistema financeiro sólidos.
Ele também reiterou que a taxa de inflação brasileira acumulada em 12 vai cair a partir de setembro, reduzindo-se em cerca de 2 pontos percentuais até abril do ano que vem.
Tombini disse que a turbulência dos mercados vivida hoje deve-se às medidas tomadas para acalmar a crise financeira de 2008, abalando o lado fiscal de muitos países, o que não ocorreu no Brasil.
"Temos que confirmar nosso diferencial hoje. O diferencial do Brasil hoje é ter uma condição fiscal bem arrumada", disse Tombini em apresentação durante evento em Brasília.
O presidente do BC salientou que o câmbio flutuante "é nossa primeira linha de defesa", e ressaltou outros fatores importantes do atual estágio da economia brasileira.
"Temos reservas internacionais... temos um sistema financeiro bem capitalizado, funcionando; o crédito está expandindo. E temos um mercado doméstico bem ampliado... essa é uma fortaleza."
Tombini lembrou também que o Brasil tem "recursos no sistema financeiro depositados no BC em níveis bastante maiores do que dos outros países".
Mas alertou que "temos que estar preparados para um agravamento, quando e se ele ocorrer".
PREÇOS EM QUEDA
Em relação à inflação, Tombini ressaltou que houve uma alta significativa dos preços no começo do ano, mas que após as medidas adotadas pelo governo, entre elas o aumento dos juros, "aquela sensação de descontrole inflacionário sumiu".
A taxa em 12 meses, que está acima do teto da meta de inflação do ano, de 6,5 por cento, deve desacelerar a partir de setembro, disse ele.