O prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), participou da abertura do Seminário de Pesquisa de Diagnóstico Social dos Territórios de Abrangências do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). O evento acontece em um Hotel da cidade e conta com a participação de servidores do município, sociedade organizada e usuários de drogas em tratamento.

Seguindo a rotina, o prefeito fez um longo discurso exaltando feitos de sua gestão, revelando que ao chegar à prefeitura de Maceió, em seu primeiro dia, teve um diálogo com Deus e ficou o compromisso de sempre ouvi-lo diante das decisões a serem tomadas.

“Eu peço que me critiquem, falem sobre minha administração, apenas peço que não duvidem da minha fé, já que ela representa uma grandiosidade ‘impensável”, ressaltou Almeida, confidenciando que quem governa Maceió é o ‘Senhor Jesus Cristo’.

Ainda segundo o prefeito, a cidade se mostra bem diferente, hoje, e os resultados são visíveis a todos que passeiam e vivem no município. “Todas as conquistas que obtemos na prefeitura só foram possíveis graças ao empenho de cada servidor e, logicamente, ao discernimento que Deus me enviou”, pontuou o prefeito.

Almeida fez questão de relatar, ainda em seu discurso, que assim que assumiu a gestão foi sabotado pelos antigos administradores de Maceió. “Assumi o governo e fui informado que eles nos sabotaram em várias áreas. O que chama atenção, por exemplo, e que havia uma lista do Bolsa-Família que foi deletada por pura maldade e após muito trabalho temos mais de 40 mil pessoas cadastradas que vivem com o programa”, colocou.

Indagado pela reportagem do Portal CadaMinuto de qual foi a participação do senador Renan Calheiros (PMDB) e outros aliados na decisão de permanecer no PP, o prefeito, irritado, disse que ninguém mandava nele. “Ninguém manda em mim! Às vezes deixo minha mulher e meu filho mais novo falar algo, apenas isso”, esbravejou.

Por fim, Almeida enviou um recado aos pré-candidatos a prefeito de Maceió, em 2012. “Esse ‘caroneiros’ deveriam ter vergonha na cara e fazer igual ao Serra: parar de criticar”, finalizou, referindo-se ao período eleitoral de 2010.