O delegado Robério Ataíde, em entrevista ao programa Comando Geral, da rádio Novo Nordeste, em Arapiraca, confirmou que o Cabo da Polícia Militar, José Cabral do Nascimento, continua internado na Unidade de Emergência do Agreste e está com vigilância permanente, com uma viatura da PM de prontidão no hospital.
O militar é apontado por familiares e vizinhos como o responsável pela morte da esposa Claudenice Oliveira Pimentel, conhecida como ‘Dênia’, ocorrida há uma semana. A vítima morreu carbonizada após um incêndio em sua residência, na Rua Manoel Leal no bairro Cacimbas, em Arapiraca, na madrugada do último dia 03. A filha da professora, Kerolly Oliveira Pimentel, 14 anos, acabou ferida.
Os relatos de vizinhos apontam que o incêndio foi criminoso e provocado pelo Cabo da PM, que desde o primeiro momento, vem sendo investigado pela Polícia Civil. “Foi um caso lamentável. Baseado em algumas declarações de vizinhos, o José Cabral do Nascimento foi autuado já que indícios de sua participação foram encontrados. Ele está preso preventivamente”, falou.
O delegado contou que o inquérito será enviado ao Ministério Público na próxima sexta-feira (12), mas que ainda é necessário o depoimento da filha do casal que segue internada em observação. “A menor é uma peça importantíssima. Vamos conversar com a assistente social do Hospital para saber se ela tem condições de ser ouvida. Estamos torcendo que possamos ouvi-la. O que ela disser será oficial”, explicou.
Sobre o laudo do Instituto de Criminalística (IC), o delegado espera que seja entregue até sexta-feira para que o inquérito esteja o mais completo possível. Segundo ele, o Ministério Público Estadual receberá o inquérito, que será analisado, para em seguida decidir pela prisão preventiva ou se necessita de novas diligências.
“Estamos torcendo que chegue o laudo. Vamos fazer o relatório e enviar ao Ministério Público. Já ouvimos três pessoas e outras duas estão para ser ouvidas, além da menor e do acusado. Se outras pessoas forem citadas, serão ouvidas”, concluiu.
Em entrevista ao blogueiro e jornalista Roberto Gonçalves, o irmão da professora, Carlos José Oliveira Pimentel, revelou que o cunhado é “violento” e “já havia ameaçado a professora de morte” semanas antes do fato acontecer.
De acordo com ele, a princípio apenas os vizinhos suspeitaram que o incêndio havia sido criminoso. No entanto, depois que as roupas da filha de Claudenice a adolescente Keroly Oliveira Pimentel de 15 anos, foram encontradas encharcadas com gasolina, os familiares passaram a acreditar na versão de crime premeditado. Isso porque, segundo o irmão da professora, ela havia acionado a Polícia Militar (PM) uma semana antes de sua morte, já que o marido ameaçava assassiná-la.
“Na semana anterior ao incêndio, minha mãe me ligou informando que ele estava ameaçando a Claudenice. Corri até a casa deles e, ao chegar no local, me deparei com uma viatura do 3º Batalhão”, relembrou José de Oliveira Pimentel, ao frisar que o cunhado costumava persegui-la.
Esganadura
José de Oliveira disse que outro fato aumenta a suspeita de que o incêndio tenha sido praticado pelo cunhado, já que a filha da professora também apresentava sinais de esganadura. “Além de terem encontrado gasolina na roupa e no seu liquido estomacal, os médicos afirmam que ela possuía sinais de esganadura no pescoço, como se alguém tivesse tentado estrangular a adolescente, que é filha da professora e enteada do militar,” revelou.
Entenda o caso
A professora Claudenice Pimentel 40 anos morreu carbonizada, depois que sua residência foi incendiada no último dia 03 deste mês de agosto. Durante o incêndio, que foi controlado pelo Grupamento do Corpo de Bombeiros de Arapiraca, seu esposo e a filha ficaram feridos e foram internados na Unidade de Emergência Doutor. Daniel Houly de Almeida em Arapiraca. A adolescente já recebeu alta e se encontra em local seguro em Maceió por medida de segurança.
No mesmo dia do incêndio, a Polícia Civil já suspeitava que o incêndio havia sido criminoso e que o marido da professora poderia ter sido o autor. De acordo com investigações preliminares, o crime teria sido praticado por desavenças entre casal que estava se separando, mas apenas o inquérito policial irá comprovar esta versão.
Com Minuto Arapiraca e Oops.net
