O presidente da Câmara de Vereadores de Maceió e autor do projeto ‘Bico Legal’, Galba Novaes (PRB), solicitou, em discurso na tribuna da Casa na manhã desta terça-feira (09), um posicionamento ‘menos político’ do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB), já que existe a necessidade de uma solução ou ações rápidas por parte dos legisladores alagoanos que objetive na diminuição dos altos índices de criminalidade.
De acordo com Novaes, o governador deveria ‘entender que o projeto Bico Legal’ foi apresentado, acima de tudo, por um cidadão alagoano que deseja, ao menos, resolver e combater os crimes no município de Maceió e, respectivamente, em Alagoas.
Ele citou ainda que os números oficiais apontam que são registrados 70 homicídios para cada grupo de cem mil habitantes, número bem superior a grandes cidades do mundo. "E esse projeto já é lei em algumas cidades, como São Paulo e deu certo. Por que não pode dar certo também em Maceió?", questionou.
Ainda segundo o presidente da Mesa Diretora da Casa de Mário Guimarães, algumas categorias de militares declararam apoio ao projeto e, ainda conforme suas palavras, até mesmo militares reformados pediram para serem contemplados pela iniciativa.
O pronunciamento de Novaes aconteceu dias após o Executivo se posicionar contrário ao projeto ‘Bico Legal’, apontando pela Câmara de Maceió como uma medida paliativa diante da crescente violência no estado. Na última semana, Teotônio Vilela Filho (PSDB) e o secretário de Estado de Defesa Social de Alagoas, Dário César, se mostraram contrários, em entrevista ao Portal CadaMinuto.
Para o governador, nos estados em que o projeto foi implantado o resultado desejado não foi obtido, tanto pelos policiais quanto pelo Estado. “Sou contra o projeto que demonstra, fora de Alagoas, resultados negativos em sua elaboração. Em São Paulo, por exemplo, e em outras regiões, existem questionamentos acerca da funcionalidade do ‘ Bico Legal’”, revelou Vilela.
Ele fez questão de reiterar que Alagoas realizará concurso público na área de segurança pública e que já determinou que quase 1000 policiais militares reformados voltem à ativa para o trabalho administrativo na corporação. “Com o acúmulo de função, o militar fica sobrecarregado e na hora de voltar ao serviço se encontrará debilitado, cansado para a realização de sua função ‘fim’”, defendeu o secretário.
O projeto pode oferecer adicionais aos servidores da Polícia Militar que variariam entre R$ 800 e R$ 1200, de acordo com a patente.
Com informações do Site Sessão Pública
