A construtora Segura, responsável pela obra em Salvador onde nove operários morreram na queda de um elevador do 28º andar nesta terça-feira, afirma que "o equipamento estava funcionando dentro dos parâmetros de segurança e em perfeito estado de conservação".

A empresa disse que acompanha de perto as investigações da perícia técnica. Engenheiros peritos do Departamento de Polícia Técnica da Secretaria de Segurança Pública da Bahia passaram quatro horas analisando o local da obra. Eles deixaram o local no começo da tarde, sem dar detalhes sobre o caso. O laudo ficará pronto em 30 dias.

O departamento divulgou o nome dos nove mortos no desabamento:

José Roque dos Santos
Jairo de Almeida Correia
Lourival Ferreira
Manoel Bispo Pereira
Antonio Reis do Carmo
Antonio Luiz Alves dos Reis
Hélio Sampaio
Martinho Fernandes dos Santos
Antonio Elias da Silva

A Segura afirmou que alguns dos mortos tinham mais de 20 anos de empresa. Segundo a nota, o acidente na obra do empreendimento empresarial Paulo VI ocorreu às 7h05. A obra fica no bairro Caminho das Árvores, de classe média alta, próximo ao shopping Iguatemi. Quando pronto, o prédio teria 34 andares. Corretores da região estimam que o m2 no bairro varie entre R$ 4.000 e R$ 8.000.

"Tão logo ciente do triste episódio, a empresa não mediu esforços para adotar todas as providências junto aos demais colaboradores e aos familiares enlutados. A construtora Segura vem expressar profundo pesar e luto por este episódio", afirmou a empresa, em nota publicada em seu site.

PROTESTO

Trabalhadores do Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e da Madeira no Estado da Bahia) realizaram protestos por mais segurança nas obras em frente à Superintendência Regional do Trabalho, no centro de Salvador.