A Assembleia Nacional venezuelana (AN) autorizou neste sábado por unanimidade e em pouco mais de 10 minutos a solicitação do presidente, Hugo Chávez, para ausentar-se do país por mais cinco dias e viajar para Cuba para receber a segunda etapa de seu tratamento de quimioterapia.
"Ratificamos por razões de legalidade, legitimidade e humanidade", indicou o presidente da Assembleia Nacional, Fernando Soto Rojas, durante a sessão, convocada na noite de sexta-feira em caráter extraordinário depois que Chávez solicitasse por carta a autorização.
A decisão foi tomada por unanimidade, segundo indicou a secretaria parlamentar, em uma sessão que contou com dois deputados governistas e uma opositora. "Eu acho que esta sessão será a mais curta do Parlamento venezuelano", disse Soto, que pediu aos deputados para "não chover no molhado" nesta segunda permissão de viagem.
O deputado pelo Partido Comunista Venezuelano, Edgar Lucena, disse que sua formação apoia "incondicionalmente todas as viagens o presidente necessitar". "Queremos dizer ao presidente que o senhor tem o apoio de todo o povo e tem o respaldo desta AN para que desenvolva todas as ações que tenha que fazer em função de recuperar-se o mais em breve possível", acrescentou Aristóbulo Istúriz, vice-presidente da AN e deputado do governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).
Enquanto isso, a deputada suplente opositora, Rosaura Sanz, manifestou a vontade de sua bancada que o governante "se cure", mas pediu que divulgue "um diagnóstico, um boletim médico, para saber até onde chegou sua doença".
Chávez solicitou permissão à AN na sexta-feira para viajar para Cuba e assinalou que o tratamento poderia estender-se além dos cinco dias permitidos por lei para ausentar-se sem permissão da Assembleia, embora não especificou quanto tempo permanecerá fora do país.