O caso do desaparecimento de Eliza Samúdio, a ex-amante do goleiro Bruno Fernandes de Souza --preso há mais de um ano--, voltará a ser tratado pela Justiça mineira, na próxima semana. Dessa vez para julgar recursos das defesas dos acusados e também da acusação.

Os advogados de Bruno e de mais três réus querem livrá-los do júri popular. O Ministério Público quer incluir no julgamento mais quatro acusados de participar no desaparecimento.

A decisão será do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. No final do ano passado, a juíza Marixa Rodrigues, do Tribunal do Júri de Contagem (região metropolitana de BH), decidiu que quatro dos nove réus no processo vão a julgamento popular, ainda sem data para acontecer.

Além do ex-goleiro do Flamengo, a juíza decidiu que Luiz Henrique Romão, o Macarrão (amigo e secretário de Bruno), Sérgio Rosa Sales (primo do goleiro) e Marcos Aparecido dos Santos, o Bola (ex-policial e suposto autor do homicídio) devem ir a júri popular. São os únicos que estão presos.

A juíza não acatou os argumentos da promotoria, que determinou que ficasse de fora do julgamento apenas o réu Flávio Caetano de Araújo, ex-motorista do jogador e da mulher de Bruno, Dayanne Souza (também ré).

O promotor Gustavo Fantini recorreu da decisão da juíza para que Dayanne, Fernanda Castro, ex-namorada de Bruno, Elenilson Vitor da Silva (administrador do sítio do goleiro) e Wemerson Souza, o Coxinha (amigo), também sejam julgados por um júri popular.