Uma estratégia montada pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), em plano nacional, tenta impedir que – na próxima semana – o ex-deputado estadual João Beltrão (PRTB) retorne à Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. A volta de Beltrão pode preocupar o gabinete do deputado estadual Arnon Amélio (PRTB), que é quem deixa o parlamento alagoano, com o retorno do ex-parlamentar.

Beltrão foi o 13° mais votado com mais de 33 mil votos. Mas, não teve os sufrágios contabilizados em função da Lei Ficha Limpa, mais tarde derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que permitiu seu retorno. Beltrão depende apenas do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Alagoas (TRE/AL) para retornar ao parlamento alagoano. A Comissão Totalizadora do TRE pode já decidir no próximo dia 8.

Daí, a pressa do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral para fazer com que o parlamentar não retorne á Casa de Tavares Bastos. O argumento é simples: ele escapou da Lei Ficha Limpa, mas tem uma condenação – de 2009 – no Tribunal de Contas da União (TCU), que resultaria em sua inelegibilidade. Ou seja: sequer poderia ter sido candidato; quiçá eleito. Ao menos assim pensa o MCCE.

Para o Movimento, ele fica inelegível por cinco anos. Nos bastidores políticos, isto anima alguns e alivia para o lado do deputado João Henrique Caldas (PTN), que é alvo de uma ação junto à Justiça Eleitoral, que pode ficar em evidência com o retorno de Beltrão, em função de alguns interesses que rondam as cadeiras de deputados estaduais. É só juntar A com B...

Beltrão é o ex-deputado que é apontado em crimes de mando. Mas, não é o único...

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