Ao comentar [ontem] as denúncias feitas pelo irmão do líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), sobre um suposto esquema de corrupção no Ministério da Agricultura, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), defendeu que tudo seja apurado.
Sobre o desconforto de Jucá por causa das declarações de Oscar Jucá Neto, feitas após sua demissão da diretoria financeira da Conab, Sarney surpreendeu ao admitir que parente com cargo em governo é uma fonte permanente de problema.
- Parente em governo sempre cria problema. Para o governo ou para o parente - observou Sarney.
Apesar da advertência feita aos seus colegas de partido, Sarney nunca a aplicou à sua própria família. Em 2009, quando o Supremo Tribunal Federal proibiu o nepotismo em todas as esferas de poder, Sarney foi obrigado a determinar a demissão de vários parentes seus que vinham ocupando cargos comissionados no Senado.
Apesar das manobras que patrocinou, juntamente com o senador Fernando Collor (PTB-AL), para adiar a votação do projeto de lei que acaba com o sigilo eterno para os documentos secretos, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), assegurou nesta terça-feira que apoia o texto já aprovado pela Câmara que estabelece que nenhum documento será mantido em sigilo por mais de 50 anos.
- 50 anos é um prazo bastante suficiente. Até porque dentro de 50 anos, a palavra sigilo nem deve mais existir - observou Sarney.
Ele negou que tenha recuado de sua posição inicial contra o fim do sigilo eterno:
- Se alguém mudou, não fui eu.
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