Seguindo a rotina, o deputado e líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Assembléia Legislativa de Alagoas (ALE), Ronaldo Medeiros, criticou, mais uma vez, o modelo de segurança pública no Estado.
De acordo o petista, a mega operação realizada no Conjunto Carminha, no Complexo Benedito Bentes, na última semana, que contou com o apoio de diversos batalhões da Polícia Militar, não resultou em uma resposta satisfatória para população da região e para os alagoanos.
“Não adianta colocar 1000 homens e depois tirá-los de lá. O que deve ser efetivada é a presença do Estado, com políticas públicas que possibilitem à sociedade uma melhor qualidade de vida”, pontuou Medeiros.
Ainda segundo ele, toda operação foi baseada em um ‘malabarismo’ e serviu, também, ‘para dar uma resposta midiática’ para a população, que cobra a elucidação do crime da dona de casa, Maria de Lourdes Farias Melo, 26 anos, que foi esquartejada por marginais.
A Polícia teve como objetivo inibir a ação de traficantes na região, que segundo denúncias de populares e até mesmo do prefeito comunitário, Silvânio Barbosa, vêm afetando diretamente a rotina da comunidade do Benedito Bentes. A partir de agora, os militares deverão realizar abordagens, visando, desta forma, dar mais segurança aos moradores do conjunto.
A decisão da ocupação do Carminha, e de outros seis conjuntos na região aconteceu após uma reunião do Comando da Polícia Militar de Alagoas, na última quarta-feira (27).
O Comando de Policiamento da Capital (CPC) adotou novas medidas, imediatas, para tentar conter a violência no Complexo Benedito Bentes.
Em entrevista ao CadaMinuto, o coronel Gilmar Batinga garantiu a intensificação do policiamento no local e classificou o crime contra a moradora como uma ‘afronta a todo sistema de segurança pública’.
Batinga disse ainda, que já existe um policiamento ostensivo na localidade, mas que a partir de agora, a região estará com o apoio de mais viaturas e policiais. “Vamos colocar também militares da cavalaria”, declarou.
Em entrevista recente à imprensa, o também deputado Jeferson Morais (DEM), defendeu a ocupação da PM no Conjunto Carminha.
“Não posso acreditar que o Estado vá tratar esse caso apenas como mais um homicídio ocorrido na periferia de Maceió. O tráfico de drogas no Conjunto Carminha afrontou a sociedade e o próprio Estado, quando invadiu a casa e matou Maria de Lourdes”, disse Morais, alegando que esperava uma resposta à altura de quem é de direito:
“Até porque o Estado, que sempre esteve ausente naquela comunidade, tem agora a obrigação de se impor, usando todos os meios possíveis”, expôs o parlamentar.
