O Exército do Egito retirou nesta segunda-feira algumas centenas de manifestantes que permaneciam acampados na praça Tahrir, no Cairo, após os grupos principais terem encerrado o protesto que durou três semanas. Houve poucos sinais de violência, embora testemunhas tenham relatado que alguns tiros foram disparados para o ar, conforme os veículos e tropas militares se moviam para encerrar o protesto iniciado em 8 de julho, pedindo reformas mais rápidas por parte do Exército, atualmente no poder.
O Exército agiu dois dias antes de o ex-presidente Hosni Mubarak começar a ser julgado por sua participação na morte de manifestantes durante os protestos na praça Tahrir, que o tiraram do poder em 11 de fevereiro. Mubarak, que está hospitalizado no balneário de Sharm el-Sheikh, no Mar Vermelho, desde abril, assinou uma intimação judicial para reconhecer a convocação de que ele participe do julgamento no Cairo, na quarta-feira, informou o website da agência de notícias estatal.
Alguns transeuntes aplaudiram quando os carros e ônibus passavam pela praça, que estava bloqueada para o tráfego, o que irritou alguns egípcios que estão cansados dos protestos que complicam o dia-a-dia e prejudicam a economia do país. Uma lista de 26 grupos afirmou em comunicado no domingo que eles encerrariam os protestos durante o Ramadã, mas disseram que ainda queriam mais mudanças dos generais no poder.