Após os dois problemas ocorridos com os trens urbanos nesta segunda-feira, em São Cristovão e no Méier, na zona norte do Rio de Janeiro, a Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes do Estado (Agetransp) informou que abriu um processo para apurar as causas dos incidentes, e que a Supervia poderá ser advertida e até multada.

De acordo com a SuperVia, concessionária que administra o sistema de trens urbanos da região metropolitana do Rio, um problema na rede aérea impediu o prosseguimento de um trem que partiu de Japeri, na Baixada Fluminense, com destino à Central do Brasil, no centro. Por causa disso, os passageiros tiveram que caminhar pelos trilhos até a estação do Méier. Técnicos da concessionária estavam no local fazendo reparos.

Pouco depois, em São Cristovão, defeitos no sistema de tração de um dos trens do ramal de Saracuruna, também na Baixada Fluminense, causaram atrasos de 20 minutos na circulação, que havia sido normalizada.

Usuária do sistema de trens da cidade, a bióloga Mariana Louro, 23 anos, vai de Cascadura, na zona norte, ao centro todos os dias. Segundo ela, os atrasos são constantes e falta organização da SuperVia para controlar o tráfego nos horários de maior movimento.

"Várias vezes, entre as estações, o trem parava mais de uma vez, todos os dias. Ficava parado três, cinco minutos e isso atrasa a viagem", contou. "Eu não sei como eles fazem em relação ao controle. Porque dizem que param porque tem outro carro na frente. Então é em relação à organização, ao horário e à saída dos trens. Não sei se é muito trem pra pouca linha."

As panes nos trens urbanos têm se tornado frequentes. Somente na quarta-feira da semana passada, passageiros também tiveram que descer e caminhar pela linha férrea em duas ocasiões, por causa de problemas nas composições. Os incidentes ocorreram em Triagem e em Piedade, também na zona norte da capital. A Agetransp ainda não concluiu as investigações sobre os episódios.