Os investimentos da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento, conhecido como PAC 2, já chegaram a R$ 86,4 bilhões até o fim de julho deste ano. O programa prevê ações nas áreas de transporte, energia, melhorias das cidades e recursos hídricos.

O resultado considera o total de dinheiro público e privado disponibilizado por governo federal, estatais, setor privado, financiamentos habitacionais e do setor público, investimentos do programa Minha Casa, Minha Vida, além da contrapartida de Estados e municípios.

Neste primeiro semestre de 2011, até o dia 27 de julho, o governo desembolsou R$ 10,3 bilhões, o que equivale a 37,5% do total autorizado para investimentos federais neste ano, que somam R$ 27,5 bilhões. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Ministério do Planejamento.

Da parte do governo federal, é o segundo melhor resultado de execução orçamentária no período de janeiro a junho da história do programa, lançado em 2007 para integrar obras prioritárias em infraestrutura. O maior montante nesse intervalo foi feito no ano passado, quando foram injetados R$ 10,5 bilhões.

Durante a apresentação dos resultados, a ministra Miriam Belchior destacou que o valor deve empatar com o mesmo período do ano passado, se considerados os últimos dias do mês de julho deste ano.

O governo calcula que, considerando os valores, 89% das obras estão no ritmo adequado em seus vários estágios: desde o projeto básico e licenciamento, passando pela licitação até a execução e conclusão.

De acordo com a ministra do Planejamento, o PAC 2 está aproveitando as experiências adquiridas na primeira fase do programa.

- O PAC 1 cumpriu com êxitos objetivos, houve aumento do PIB, de 5% e 7%, o investimento total no país cresceu e geramos, entre janeiro de 2007 e junho de 2011, 8,9 milhões de empregos formais. [...] O Brasil retomou obras estruturantes para o país. Usou os quatro anos [do PAC 1] para reaprender a fazer obras de infraestrutura. Tivemos que retirar e desmontar uma série de amarras que serviam apenas para evitar que investimentos fossem feitos.

A ministra destacou a criação de empregos nos setores da energia e da construção civil, que cresceram acima da média.

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De 2011 a 2014, a previsão é que o PAC tenha um investimento global de R$ 955 bilhões; até lá o governo tem como meta cumprir 74% das obras, com pagamento de R$ 708 bilhões.

O restante, R$ 247 bilhões, poderá ser pago depois, e inclui obras de grande porte como a hidrelétrica de Belo Monte, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro e a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste.