O Conversa de Tuiteito desta semana – promovido por meio da hastag #BlogdoVilar, como já de costume – indagou aos leitores, que acompanham o blog também por meio do Twitter, o que estes achavam sobre a existência do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil para o exercício da advocacia.
O tema é polêmico e foi inflado pelo parecer do subprocurador da República, Rodrigo Janot, que se posicionou contrário a peneira para o exercício do Direito. Imediatamente Janot – como já postado neste blog – foi rebatido pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas, Omar Coêlho.
O tema tem movimentado não só advogados, mas a sociedade civil de uma forma geral. Eu acredito que toda profissão tem que ter um marco que a regule. É minha posição. Logo, vejo com bons olhos o Exame da Ordem dos Advogados. Chego a compartilhar com o @_helderlopes, que ressalta ser “o Exame da Ordem, fora o aspecto legal, extremamente positivo para a sociedade. O que não exime de ajustes necessários”.
O @Marques_JM frisa: “sou favorável ao Exame. Porém, não da forma como está sendo aplicado com provas que muitos veteranos não responderiam!”. Por sinal, me chamou a atenção as críticas em relação à profundidade do Exame; assim como me causou preocupação os erros cometidos com a Língua Portuguesa. Errar gramática é comum. Por vezes, derrapo em meus textos. Natural de quem lida com a linguagem. Porém, há erros preocupantes, por demonstrarem total desconhecimento com a amada “Flor do Lácio”. Mas, abre-se outra discussão sobre a formação profissional e humanística em si, pois as deficiências – neste sentido – não são exclusividade das academias de Direito.
O próprio @Marques_JM ainda segue: “acho justo e correto o debate sobre o Exame da OAB! Pois, precisa dar um ponto final sobre sua constitucionalidade ou não!”. A @CanAlmeida destaca que “em vez de ficarem questionando o Exame da OAB deveriam lutar por provas idênticas em todos os órgãos de classe!”. Eu discordo. Acho que toda profissão precisa de marcos, mas estes têm que ser discutidos na conformidade das singularidades de cada profissão.
E ela segue: “nada me tira da cabeça que se negar ao Exame é confissão de incapacidade para aprovação!”. Em alguns casos até pode ser, mas não desprezo o fato dos que possuem argumentos e posições contrárias. São tão inteligentes quanto os que conseguem nota máxima em um prova, por possuírem capacidade argumentativa para expor seu ponto de vista.
Tento evitar reduzir a discussão a isto, pois caso contrário teria igual validade o argumento de que quem defende o Exame quer mesmo é reserva de mercado e eu não vejo – sinceramente – que seja por aí! Agora, quando @CanAlmeida destaca que “prestar o Exame não minimiza ninguém e se o cara segue a carreira acadêmica e resolve advogar, preste o Exame e mostre sua superioridade”, eu afirmo: concordo! Acho um importante elemento de avaliação.
@EdinaldoMarques salientou: “quanto ao Exame da OAB sou favorável e deveria ser estendido para outras áreas”. Bem, quanto a isto já comentei lá acima. Respeito e muito a opinião dele. O @Fancajunior ressalta: “o Exame é necessário. O que devemos discutir é o nível da prova. Do jeito que está, a OAB está pior que a seleção para NASA”. A metáfora me lembra os comentários feitos acima pelo @Marques_JM.
O @waldsonpeixoto reforça: “É um funil necessário, apesar de muitos recém saídos da faculdade serem meros concursistas...”. Achei interessante, sobretudo, porque puxa uma discussão: os cursinhos e o mercado que surge justamente em função do Exame da Ordem. @ GerdBaggenstoss e @Adrualdo colocam que o Exame é legal, constitucional e legítimo. Quem discorda, deve propor mudança na lei!
O conceito do mal necessário reaparece em @Tiago_Nogueira: que ainda complementa: “uma vez que o ensino superior em todo o país está cada vez mais fraco”. A @LaiseMoreira ressalta: “Sou a favor da Educação e acredito que teríamos melhores profissionais se todos os cursos tivessem Exames como esse. Infelizmente deve sim existir essa peneira, já que a cada esquina temos uma faculdade de Direito”.
O @vanildoneto frisa: “defendo não só o Exame da OAB como também fosse criado para todas as outras formações superiores. É de extrema importância”. Por fim, @Iran69Silva destaca que o “exame é um filtro depurador neste mar de faculdades de Direito. Inclusive, medicina deveria ter também”. Bom, este foi o debate. Até a próxima hastag!
Estou no twitter: @lulavilar