A cidade do Rio de Janeiro não poupará esforços, muito menos dinheiro, para conseguir o direito de receber e organizar o sorteio final da Copa do Mundo de 2014, que deverá ocorrer no final de 2013. Na manhã desta sexta-feira, a cúpula da Fifa foi recebida no Palácio da Cidade, sede social da Prefeitura, pelo prefeito Eduardo Paes, o governador Sérgio Cabral e o vice-governador Luiz Fernando Pezão. Embora a Fifa tenha demonstrado a intenção de que este evento ocorra em outra cidade, o Rio também deseja abocanhar o sorteio que definirá as chaves do Mundial de 2014.

Paes usou números para sinalizar este desejo do Rio de Janeiro. Ao justificar os gastos de R$ 30 milhões para o sorteio das eliminatórias, o prefeito afirmou que o retorno de visibilidade do investimento feito, com transmissão para mais de 150 países, equivale a R$ 110 milhões. “Se fosse comprar essa publicidade em emissoras, gastaríamos muito mais do que isso. É só olharem os preços. E se tivermos que gastar a mesma coisa para ficar com o sorteio final, vamos gastar”, disse Paes.

Na quinta-feira, Jérome Valcke, secretário-geral da Fifa, sinalizou, em café da manhã com jornalistas, que a preferência da Fifa é de que outra cidade receba o sorteio final da Copa de 2014, para não centralizar tudo no Rio.

Chave da cidade

A cúpula da Fifa foi recebida nesta sexta-feira, no Palácio da Cidade, pelo prefeito Eduardo Paes, o governador Sérgio Cabral e o vice-governador Luiz Fernando Pezão. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, e o secretário-geral, Jerome Valcke, além do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, chegaram em carros oficiais, acompanhados de batedores. Enquanto Blatter deu a Paes uma flâmula da Fifa e uma medalha, recebeu do prefeito a chave da cidade. A solenidade ocorreu para assinatura do contrato para que o Rio receba o IBC (International Broadcast Center), o centro de transmissão internacional da Copa do Mundo de 2014, que será no Riocentro, zona oeste da cidade. Paes explicou que o IBC terá 40 mil metros quadrados, com 1.186 vagas de estacionamento e capacidade para receber 13 mil profissionais.

Os governos estadual e municipal foram os responsáveis pelo patrocínio de R$ 30 milhões para a realização do sorteio das eliminatórias, na Marina da Glória. Paes começou falando inglês, já que houve problemas com o aparelho de tradução de Blatter, que chegou a derrubar o aparato, com o prefeito visivelmente constrangido. O presidente da Fifa, porém, mostrou simpatia e afinidade com o português, que chegou a falar em diversos momentos de seu discurso, misturando com inglês e espanhol.