O ex-deputado federal José Francisco Cerqueira Tenório, o Chico Tenório (PMN), irá a júri popular pelo assassinato do Cabo Gonçalves, que aconteceu em 1996 em um posto de combustíveis na Avenida Menino Marcelo (Via Expressa), bairro da Serraria, em Maceió. A decisão veio em conjunto dos juízes da 7ª Vara com a 17ª Vara Criminal da Capital.

De acordo com o juiz da 7ª Vara de Maceió, Mauricio Brêda, em entrevista ao Portal CadaMinuto, o ex-parlamentar foi ‘pronunciado’ pelo crime. “No final da manhã desta sexta-feira (29) foi publicada a decisão de levar Francisco Tenório a júri popular, mas ainda cabe recurso para a defesa do ex-parlamentar”, relatou o magistrado, lembrando que ainda não há previsão para a data do julgamento.

Francisco Tenório está preso desde fevereiro na Casa de Custódia. A prisão ocorreu em Brasília no dia 02 de fevereiro por determinação das 7ª e 17ª Varas Criminais da Capital, atendendo um requerimento do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) do Ministério Público Estadual.

A defesa de Tenório, por três vezes, tentou conseguir a liberdade do parlamentar, mas os habeas corpus foram negados. Os dois primeiros foram impetrados no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) e negados pela Câmara Criminal do órgão. Já no início do mês de maio, a negativa veio do Ministro Jorge Mussi, do Superior Tribunal de Justiça, onde o HC havia sido impetrado.

O Ministério Público chegou a proferir dois pareceres a favor da liberdade de Tenório, que foram assinados pelo procurados Luiz Carnaúba, mas o TJ optou pela manutenção da prisão do ex-parlamentar.

Coronel Cavalcante

O ex-tenente coronel Manoel Francisco Cavalcante apontou, durante depoimento na 7ª Vara Criminal da Capital, o envolvimento de três deputados na morte do ex-cabo da PM José Gonçalves da Silva Filho.

No depoimento, que aconteceu a portas fechadas ao juiz Maurício Brêda, Cavalcante acusou os deputados estaduais Antônio Albuquerque, João Beltrão e o deputado federal Francisco Tenório como os autores intelectuais no crime do ex-cabo Gonçalves, morto em maio de 1996, num posto de combustíveis localizado na Via Expressa, bairro da Serraria, em Maceió.

Cavalcante denunciou que o Cabo Gonçalves, que trabalhava com o deputado João Beltrão, se desentendeu com o então deputado e teve sua morte decretada em uma reunião acontecida na fazenda do deputado Antonio Albuquerque, com a participação do atual deputado federal Francisco Tenório.

O detalhe é que Beltrão e Albuquerque chegaram a ser presos por este crime.