O impasse sobre a convocação dos concursados, aprovados no último concurso Eletrobras, em 2010, continua, já que algumas fases previstas no edital do certame ainda nem foram concluídas. No entanto, o Sindicato dos Urbanitários de Alagoas contesta a grande quantidade de terceirizados na empresa.
A presidente do Sindicato, Amélia Fernandes afirmou que a terceirização e a falta de investimento fragilizam os serviços da Eletrobras e dos próprios servidores, o que resulta nos constantes cortes no fornecimento de energia. Ela afirmou que o Ministério Público deve ficar atento para a convocação dos concursados.
“Existem pessoas esperando para serem chamadas, mas ao invés disso, contratam funcionários terceirizados. Há prestadores de serviços em vários cargos”, lamentou Amélia Fernandes.
Cristiano Xavier foi aprovado no concurso para o cargo de eletricista e reclamou da demora para que a 2° fase da seleção, que seria um curso preparatório, seja realizada, já que dos 701 aprovados no exame físico apenas 100 foram convocados.
“Foram 18 mil inscritos e 1000 vagas eram para esse cargo, que nem foram preenchidas. A Eletrobras tem 1600 eletricistas terceirizados. Acho que a convocação desses terceirizados é inconstitucional, já que realizaram o concurso”, afirmou.
Xavier lembrou que ainda há uma reserva técnica para quem fez o concurso. “Já existe uma articulação junto à justiça, porque o concurso é válido por um ano. O curso de formação é de dois meses e quem se saísse bem, seria contratado. O edital tinha que se cumprido”, explicou.
