O vice-governador de Alagoas e coordenador estadual do Programa de Reconstrução das cidades atingidas pela enchente de junho de 2010, José Thomaz Nonô (DEM), negou, na manhã desta quarta-feira (28), a existência de "critérios políticos" para a distribuição das casas construídas em 19 cidades do interior de Alagoas. Segundo ele, não existe qualquer indicativo de que os prefeitos estariam utilizando programa da reconstrução para obter algum favorecimento no pleito eleitoral em 2012 e classificou a informação como "terrorismo político".

“Esse encontro com representantes do Tribunal de Justiça de Alagoas, Ministério Público, Caixa e da Igreja Católica tem como objetivo discutir e colocar o melhor critério para a entrega de mais de mil residências até o final deste ano”, explicou Nonô.

O vice-governador fez questão de lembrar que o atraso no programa da reconstrução em Alagoas aconteceu por problemas burocráticos e que a solução ocorreu após Teotonio Vilela Filho (PSDB) delegá-lo com responsável pelo andamento. “Eu adoro ‘tanger ‘elefantes’ e nesse período de sete meses, pudemos de fato resolver e encaminhar os principais problemas da reconstrução”, pontuou revelando que as cidades de Ibateguara e Jundiá apresentam sérios problemas no cronograma da reconstrução.

Nonô informou  ainda que dos R$ 713 milhões disponibilizados pelo governo federal, via Caixa Econômica, R$ 111 milhões foram pagos as construtoras. “Foi necessário que o Estado reunisse todos os donos das empreiteiras e colocássemos um ‘ajuste’ que estava pendente. Com isso, o andamento se encaminha de forma satisfatória”, expôs.

As pessoas que já estão alojadas nas barracas serão as primeiras a receber as casa. No segundo momento serão as mulheres que são chefes de família. No terceiro passo, gestantes e famílias que possuam crianças de até um ano de idade e, em seguida, os deficientes físicos.

Por fim, Nonô fez questão de narrar que todas as vítimas terão direito às casas.