Deola esteve em campo mais vezes do que Marcos nesta temporada, mas, mesmo assim, vive agora o desafio de superar a falta de ritmo de jogo. O problema do reserva é que só teve sequência de partidas no início do ano, quando o pentacampeão se recuperava de lesão. Por isso, na noite desta quarta-feira, o goleiro suplente sabe que precisará de muita atenção para substituir o titular na partida contra o Figueirense, pelo Campeonato Brasileiro.
"Atrapalha demais (a falta de ritmo), minha concentração tem de estar redobrada, porque é muito difícil. Às vezes, você sai depois do jogo com o pensamento de que em um lance ou outro poderia ter feito algo melhor, diferente. Se tiver falta de tempo no posicionamento, uma fração de segundo pode prejudicar o desempenho", afirmou o reserva.
Neste ano, Deola disputou 22 jogos pelo Palmeiras, enquanto Marcos entrou em campo 15 vezes. No entanto, o pentacampeão vem de uma sequência maior desde que se recuperou de lesões. Durante o Brasileirão, o titular só é poupado em momentos de muito desgaste, como é o caso desta quarta-feira, quando cederá sua vaga ao suplente.
Pronto para fazer seu segundo jogo nesta edição do Nacional (atuou antes diante do América-MG), Deola garante que aprendeu a lidar com a falta de ritmo.
"Nas pequenas brechas que surgem, eu tenho que estar preparado. Todos esses anos trabalhando me ajudam muito. Desde a base eu já treinava de vez em quando com o pessoal do profissional e sinto muito menos isso", afirmou.
Ciente da tradição de goleiros do Palmeiras, Deola conhece a pressão para não decepcionar nas chances que aparecem. "Hoje, sou eu que estou de imediato. Mas, se eu não continuar com sequência boa, o outro vai me atropelar. Isso ajuda mais na preparação".
Como Bruno foi emprestado para a Portuguesa, quem vai ficar no banco do Palmeiras na noite desta quarta-feira será Raphael Alemão.