A crise no Ministério dos Transportes dividiu o PR entre os que querem que o deputado Valdemar Costa Neto (SP) continue mandando no partido e os que trabalham para tirar o poder e a influência dele na legenda.
O segundo grupo, ainda minoritário, é estimulado pelo Palácio do Planalto, que tenta aproveitar a crise para isolar Valdemar e, assim, trocar seu interlocutor no PR.
Ele é composto pelo PR do Senado, capitaneado por Blairo Maggi (MT) e Clésio Andrade (MG). Também o integram deputados insatisfeitos com "superpoderes" que Valdemar adquiriu na sigla.
A nomeação de Paulo Sérgio Passos para os Transportes foi uma sinalização do Planalto de que vai tentar enfraquecer o cacique do PR.
Foi o governo Dilma, no entanto, quem reabilitou o deputado, até então submerso devido ao seu envolvimento com o mensalão.
Líderes do PR contam que o então ministro da Casa Civil Antonio Palocci elegeu o deputado como interlocutor para tratar das questões ligadas à sigla. No segundo mandato do governo Lula, essa tarefa cabia aos líderes do partido.