O primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, disse neste sábado que as autoridades norueguesas estão trabalhando com agências de inteligência estrangeiras para determinar se houve algum envolvimento internacional nos ataques a bomba e a tiros que juntos mataram 91 pessoas no país na sexta-feira.

"Temos mantido contatos com os serviços de inteligência de outros países", disse Stoltenberg após se reunir com sobreviventes do ataque em um hotel perto do local onde um atirador matou 84 pessoas.

"Parte da investigação está em andamento", disse. "Parte dela é obviamente para... investigar se há alguma conexão internacional."

Stoltenberg classificou o atentado de a "pior tragédia desde a Segunda Guerra Mundial".

O premiê fez a declaração em um pronunciamento à população nesta manhã. "Foi um ataque ao paraíso da minha juventude, transformado agora em um inferno", acrescentou o político.

SEGURANÇA

O Exército e a polícia da Noruega reforçaram a segurança em torno dos prédios e instituições potencialmente ameaçados

As autoridades suspenderam a orientação para que a população permaneça fora do centro da capital norueguesa, alvo de uma violenta explosão na zona da sede do governo.

"A zona da sede do governo permanecerá isolada até nova ordem. A polícia e o Exército vão proteger os prédios e as instituições sob potencial ameaça", informou a polícia de Oslo.

"A situação no centro de Oslo já não é caótica e a orientação para evitar a região foi suspensa", destacou a polícia.

A explosão no centro da capital deixou sete mortos e 15 feridos. A ação mais sangrenta ocorreu na ilha de Utoeya, onde um atirador matou 84 pessoas, a maioria jovens, em uma colônia de férias do Partido Trabalhista, no poder.