Com a intenção de construir uma estrutura semelhante à da Eurocopa - torneio de seleções europeias - a organização da Copa América estuda mudar o formato da competição, abrangendo, além de times da Conmebol (América do Sul), equipes de países da Concacaf (América do Norte e Central).
Segundo o site argentino Canchallena, as autoridades das associações de futebol do continente americano já começaram a tratar dos detalhes para alterar o modelo da Copa América. A partir da edição de 2015, a competição passaria a contar com 16 times: os dez da América do Sul e seis dos 40 da Concacaf.
Os times da América do Sul teriam vaga garantida na Copa América, enquanto as seleções da Concacaf - muito provavelmente com as exceções de EUA e México - necessitariam disputar uma eliminatória para chegar ao torneio.
Caso seja confirmado, este novo modelo de Copa América deverá esvaziar a Copa Ouro (que envolve países da Concacaf), mas esta última competição, que passará a ser disputada nos mesmos anos da Eurocopa, continuará classificando o campeão para a Copa das Confederações.
Já pela Copa América, apenas os times da América do Sul conseguirão obter vaga na Copa das Confederações.
Entraves
Contudo, segundo o site argentino, o novo modelo da Copa América enfrenta alguns entraves econômicos. Principalmente porque as seleções sul-americanas, acostumadas a dominarem os direitos de transmissão, organização, merchandising e ingressos do torneio, teriam que conciliar seus interesses com os ambiciosos mercados dos Estados Unidos e do México.
Justamente no âmbito dessa conciliação de interesses, a Conmebol já estaria estudando a possibilidade de a Copa América de 2015 ser realizada no México e não mais no Brasil, o que interromperia o rodízio de sedes por ordem alfabética, iniciado na Argentina em 1987 e que, em 2011, começou sua segunda volta.