O julgamento dos sacerdotes acusados de pedofilia em Arapiraca já foi iniciado. Por volta das 9h chegaram a sede da 1ª Vara Judiciária da Infância e Juventude, localizada no Bairro Caititus, os monsenhores Raimundo e Luiz Marques e o padre Edilson. Os três não quiseram falar com a imprensa.
O primeiro a ser ouvido foi o caminhoneiro e testemunha de acusação, Joal Ferreira Santos, que não compareceu a primeira parte da audiência de instrução, no dia 08 deste mês. Os depoimentos foram transferidos para outra data após os advogados de defesa das vítimas solicitarem a presença do caminhoneiro.
Na saída, Joal Ferreira apenas disse que ficou surpreso com o vídeo que mostra o Monsenhor Luiz Marques praticando sexo com um dos ex-coroinhas. “Não vi nada de anormal durante o trabalho”, falou.
De acordo com a programação, a segunda pessoa a ser ouvida seria a delegada Barbara Arraes, que esteve na casa do Monsenhor Luiz Marques durante a vinda do senador Magno Malta a Arapiraca. No local, a delegada encontrou garrafas de Whisk e potes de creme vaginal, mas o depoimento foi adiado já que a delegada precisava sair para resolver problemas de trabalho.
Neste momento está sendo ouvida a primeira testemunha de defesa dos padres – Maria Lúcia.
As informações dão conta que o julgamento não será terminado nesta sexta e deve ser retomado na próxima terça ou quinta, quando deverão ser ouvidos os acusados.
A audiência é conduzida pelo juiz João Luiz de Azevedo Lessa e acompanhada pelo promotor do Ministério Público, Alberto Tenório, o defensor público André Chalub, os advogados de defesa e acusação, além dos três sacerdotes envolvidos no caso - Monsenhor Luiz Marques, Monsenhor Raimundo e Padre Edilson.
promotor Alberto Tenório afirmou que as provas são contundentes e que os padres deverão ser condenados. "É público e notório o que está nos autos. É um crime. Temos provas, testemunhas e até a confissão de um dos acusados (Padre Edilson)", destacou.
