Um empresário acusa o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot, de cobrar e obter do prefeito de Lucas do Rio Verde (MT), Marino Franz (PPS), uma casa em troca de obras e outros benefícios para o município. A acusação foi feita em 2008 por Hélio Moraga, 37 anos, mediante acordo de delação premiada proposto pelo Ministério Público de Mato Grosso. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Pagot não era investigado e não foi denunciado, já que o foco do inquérito eram irregularidades cometidas por autoridades do município. Moraga era sócio do secretário municipal de Obras, Rafael Balizardo, um dos denunciados. Em depoimento, Moraga diz que Balizardo lhe procurou, afirmando que Pagot beneficiaria a cidade caso o município construísse uma casa para seu tio, João Pagot, que, segundo Moraga, ainda mora na casa de cerca de 200 m². O empresário disse ao jornal ter recebido cerca de R$ 130 mil para a construção. Em 2006, o município fechou um convênio de R$ 5,5 milhões com o Dnit para a construção de um viaduto. Pagot, então, era chefe da Casa Civil do governo Blairo Maggi, mas o PR, partido ao qual é filiado, já comandava o Ministério dos Transportes. O Tribunal de Contas da União mandou interromper o convênio em 2007 por "graves irregularidades" na licitação. Balizardo negou as acusações. "Ele (Moraga) é um doido, um psicopata", disse. Ele confirma que João Pagot construiu uma casa na cidade, mas diz que a obra foi paga com dinheiro próprio.